Marty McFly chega ao futuro: o “furo” de roteiro que quase ninguém se dá conta

Finalmente chegou o grande dia em que Marty McFly chegou ao futuro!

A trilogia de filmes “ De Volta ao Futuro”, que marcou minha adolescência, permanece na minha lista de favoritos até hoje. Além disso, eu poderia dizer com certeza que foi a fagulha inicial para acender o meu incessante interesse no tema da viagem no tempo. É algo que mexe demais com minha imaginação e um dos meus sonhos é um dia fazer minha contribuição, se encontrar uma ideia original.

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É hoje!

Voltando ao filme, não restam dúvidas que é entretenimento de primeira. Simples, vibrante, cativante. Independente das falhas lógicas que existem no roteiro, a qualidade do filme e a emoção que transmite não se deixam afetar. Pelo contrário talvez, como aponta esse artigo (em inglês), que defende a tese de que estórias sobre viagem no tempo não devem se ater demais à, por vezes intricada, lógica da viagem do tempo e suas repercussões.

No final do primeiro e começo do segundo filmes da série, Doc Brown no ano de 1985 decide viajar 30 anos pro futuro. Deixa Marty e sua namorada e acelera o icônico DeLorean até concretizar a viagem. Mas minutos depois, ele volta a aparecer, todo paramentado com roupas futuristas (nada parecidas com as que usamos) e extremamente afobado e preocupado. Solicita com urgência (que só tem sentido dramático pro filme) que Marty e Jennifer viajem novamente com ele para o ano de 2015, porque os filhos de ambos estão enfrentando sérias dificuldades.

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Primeira viagem de Doc para 2015. Ele encontra a futura problemática família McFly

Aí vem o maior erro lógico da série inteira (que no entanto, resultou assim mesmo em uma estória formidável). Um que incrivelmente poucas pessoas notam e que, provavelmente, foi cometido de forma proposital. Nem se trata de um paradoxo, que são mais associados às viagens ao passado, como no primeiro filme. Se Marty e Jennifer viajam em 26 de outubro de 1985 para 21 de outubro de 2015, ao lá chegarem não encontrarão seus filhos e muito menos se encontrarão com suas “versões” mais velhas.

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Segunda viagem pra 2015, dessa vez com a turma toda, como seria lógico. A família nunca aconteceu.

A viagem simplesmente os remove dessa linha temporal e o casamento, filhos e envelhecimento que Doc presenciou quando viajou sozinho nunca aconteceram. Provavelmente, se pesquisassem jornais de 1985, achariam reportagens sobre o misterioso desaparecimento do jovem casal de namorados.

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Mas que bom que os roteiristas apostaram corretamente que os filmes não sofreriam nada e as pessoas nem notariam esse absurdo (e os demais que o seguiram), totalmente surpresas, entretidas e maravilhadas pelo clima da estória.

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Engineer, tech and education consultant, coder. Interested in AI&ML, edtech, innovation, entrepreneurship, education and philosophy. alexandre.sabbatini.com

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