O LEVANTE DOS INOCENTES

Alexandre Almeida
Sep 2, 2018 · 1 min read

Prólogo — Os dias mais claros são como noites escuras entorpecidas de densa neblina. Nada se vê diante do mais complexo e delicado furor da descoberta, aquilo que se figura escapa aos olhos como a junção de todos os pixels de um piscar de olhos. Ao longínquo, o. destino deste tempo é aguardado com certo receio, ao mesmo instante em que o sono de um sonho nunca acordado jamais se materializará pelas mãos frágeis e cansadas deste pobre menino.

O dia que parece noite nada mais é que um vácuo neste borrão de vida. Ainda assim, na esquina da existência o nada é a coisa mais importante, é o que é de fato palpável. Não há diferença. A diferença é uma invenção tola, feita pelos tolos, feita para repartir os tolos. Tudo não passa de um simples joguete.

Aquele Mestre sabe que o alfa é o ômega, o tudo é o nada, a vida é a morte e o dia é a noite.