E quando eu sentir medo? Faço o quê?

O medo é um grande sugador de energia essencial, o medo suga a nossa espontaneidade, nossa criatividade, nossa confiança no fluxo da abundância, o medo tem um “poder” muito forte sobre a sociedade através do inconsciente coletivo, e sobre nós seres individuais.

O que pega, é que quase tudo que a gente decide fazer de novidade na vida dá medo, ou, sentimos algum resquício dele, ou até sentimos medo do próprio medo.

Há aquele medo que nos protege e nos deixa em estado de alerta, e esse muitas vezes já salvou a nossa vida em determinada circunstância de rebeldia ou inconsequência. E há os medos que nos travam, nos paralisam, faz com que não enxerguemos a realidade, faz com que enxerguemos apenas o próprio medo que nós mesmos criamos.

Já tive muitos medos e tenho muitos até hoje, mas o que venho fazendo diariamente é ligar a chave do meu “EU Vigilante” que gosto de chamar de “Sherlok Holmes”, o meu investigador, o investigador de mim mesmo. Aciono toda vez que algo internamente me fala que estou com medo, e tento avaliar realmente se é medo real ou ilusões da minha própria mente.

Assim consigo ver e sentir o que se passa comigo, olho com clareza e vejo exatamente o que é, o que é real, me conecto com o meu Eu Real, com o amor infinito despido de amarras, apegos e pensamentos negativos, quando faço isso o medo é afastado; pois trago pra essência, pra luz aquilo que estava nebuloso, aquilo que estava sobrevivendo no campo da nossa mente ansiosa e limitada.

Na minha vivência pessoal após anos com várias práticas e vivências investigando e fazendo todo processo alquímico de acolhimento e transformação do medo, eu descreveria em três níveis:

  • 1 — Nível Máximo de medo; ele se transforma em uma questão que nos inibe para a ação da vida, sendo ao mesmo tempo a base dessa questão o que sustenta e fundamenta o próprio medo; ele sendo a questão e tendo ele mesmo como base de sustentação. Esse é o medo paralisante.
  • 2 — Nível Intermediário de medo; atinge-nos como base de uma questão que nos inibe, mas enxergamos ele somente como uma questão de medo sem base, sem fundamento, sem nos dar conta que a base já foi formada pelo próprio medo disfarçado por uma simples questão, e se não nos atentarmos ele irá no paralisar com a força dessa base já formada. Se demorarmos e não tivermos consciência para agir, ele nos paralisa.
  • 3- Nível básico de medo; O medo se coloca somente como questão inibitória sem, portanto, ter sua força paralisante como base. A gente consegue agir mesmo com medo pois não há base que sustente essa questão.

Temos medo de falar, de nos expor, de sermos criticados, de ficarmos sozinhos, de encarar as pessoas nos olhos, de sermos humilhados, de sermos nós mesmos; por estarmos acostumados a viver e pensar desta forma, nosso padrão mental fica completamente automatizado, nosso cérebro entra em um círculo vicioso de pensamentos rodando nos enraizados circuitos neurais que foram formados durante toda nossa vida, fundamentados em crenças e situações que nos falaram que era pra ter medo; ao invés de nos falarem: — Está tudo certo, o mundo é um ambiente seguro, conte comigo estarei do seu lado.

Quando não olhamos pra dentro, quando não temos conhecimento de quem somos, ficamos repetindo padrões e mais padrões de medo e autossabotagem diariamente, alimentando as nossas crenças muitas vezes por completa inconsciência, muitas vezes por falta de segurança, criatividade, competências e habilidades, ou por falta apenas, de conexão e de interação humana, carinho e amor.

A principal mudança a ser feita com relação ao medo é o AGIR, quando a gente vai pra ação um campo magnético de positividade, confiança e abundância começa a ser exteriorizado a partir dos nossos movimentos e intenções para o universo, e quando esse campo de energia se alinha com a energia cósmica perfeita, teremos a perfeição da vida colapsada em forma de sincronicidade, coincidências, milagres, mágica divina, ou como quiserem chamar, o nome em si não faz tanta diferença, mas sim a manifestação desse entrelaçamento entre o nosso estado de SER com o fluxo do universo.

O que vai nos conectar com todas essas possibilidades é o jeito que olhamos e vivenciamos o nosso medo.

Depois de muito agradecer as circunstâncias perfeitas que me fizeram olhar pra dentro, me fizeram mergulhar fundo nas camadas profundas do meu Ser, e até hoje venho fazendo esse olhar constantemente, “formulei um jeito” para lidar com o meu medo. Quando estou com medo de fazer algo, eu coloco consciência na situação e aciono o meu dom corajoso de viver e de enxergar a vida, através do meu Sherlok Holmes, percebam não é apenas falar eu tenho coragem e pronto, todos os meus problemas serão resolvidos.

É ir para camada de baixo e identificar quem é essa pessoa corajosa que todos nós já somos, e viver com a sua verdade essa essência de coragem, apenas ser quem já somos com verdade, apenas sermos a essência pura e divina que somos, chancelada agora pela intenção genuína do nosso coração.

Faço uma integração com esse medo vivenciando a minha essência corajosa e ofereço meu colo, o abraço da minha coragem à ele, ofereço segurança, carinho e afeto pra esse medo, e faço o que precisa ser feito, ainda sim faço com medo, mas agora está devidamente identificado, acolhido e seguro no colo da minha essência, logo ele se dissolverá e voltará para o mesmo lugar da minha coragem, formando assim a UNIDADE essencial de nós seres humanos.

Precisamos ser apenas verdadeiros com a gente mesmo para vivenciar o nosso EU natural e, não deixar que ilusões da nossa mente criem situações infundadas de realidade despertando emoções que não nos pertencem.

Nós somos tão criativos que a gente mesmo inventa a situação de medo e ficamos com mais medo dessa situação ao pensar nela, ou seja, a gente desperta, cria e alimenta o nosso próprio medo em ilusões da nossa mente por absoluta falta de consciência.

Meditação, estados de amor e gratidão, conexão humana verdadeira; todas são formas de tomarmos consciência do que realmente é real, pois se pararmos pra pensar temos medo de situações que nunca aconteceram e talvez nunca acontecerão, medo da reação de uma pessoa que no fundo sabemos que não agirá da forma que estamos imaginando, e mesmo assim, tudo em nossa cabeça é tão real, que vivenciamos a realidade em nossa mente e inconscientemente criamos esse realidade de medo pra nossa vida.

Da mesma forma que criamos a realidade do medo, temos o poder de criar uma outra realidade, a realidade do DESAPEGO, uma realidade de amor e abundância, uma realidade de bênçãos infindáveis; essa é a realidade que devemos criar e nos permitir viver.

Ao permitirmos ser quem já somos, poderemos presenciar o MILAGRE operando bem diante dos nossos olhos, o universo sempre está pronto e apto para retribuir, presentear ou apenas transmitir aquilo que já é nosso, basta nos conectarmos com aquilo que já somos, com o nosso Eu essencial e divino, para que essa parte que somos e que está dentro se conecte com a mesma parte que somos e que está fora.

Façamos agora um pacto com a gente mesmo, vamos ser mais livres, viver o que tem que viver apenas no presente, reagir menos com o nosso EGO e agir mais com compaixão, nos reconhecendo no outro, não deixar que ilusões de nossa mente limitada nos tire a paz, nos tire do nosso eixo de conexão.

Não vislumbro uma forma mais essencial de iniciarmos essa transformação do que fazendo as pazes com a nossa criança interior, nosso lado livre, espontâneo, criativo, que acerta no erro, que sabe reconhecer a beleza em tudo que é perfeito, que escolhe suas ações pelo simples fato de se reconhecer e de se sentir pertencente do todo.

Nosso lado essencial e de pura luz está diretamente conectado com nossa criança, para que nossa transformação se inicie de forma genuína e prazerosa para o nosso ser, nossa criança tem que estar em paz, acolhida e amada em nosso coração, tem que estar com todas suas feridas curadas, ou no processo de cura, olhando, percebendo, perdoando e amando.

Assim estaremos muito mais conectados com aquilo que faz nossa alma gritar e coração pular, agindo de forma verdadeira e acolhendo o nosso medo a partir do nosso estado de confiança, nosso estado de amor por nós mesmos e pela vida.

É apenas o início dessa jornada infinita, é apenas aquilo que experienciei em minha vida e que está me colocando de forma mais confiante perante meus medos.

Um convite para refletirmos e a partir de agora deixemos nossas crianças livres, com muito mais alegria para criar e sonhar as histórias lindas e “perfeitas” para nossas vidas…deixemos nossas crianças olharem para o medo, reparem como nossas crianças olham para o medo, muitas vezes elas não tem medo nem do que é Real, muito menos do que é Irreal.

É essa essência corajosa que falo que todos nós temos, a essência da nossa criança “destemida” é esse lado confiante que todos nós temos, é a partir dela (essência corajosa) que iremos acolher nosso medo e dar um novo sentido à ele, para que possamos viver nossas vidas de acordo com os nossos desejos essenciais, pois são esses que nos darão o “sentido” (por mais que não conseguimos explicar, apenas sentir) de que estamos vivendo de acordo com aquilo que viemos viver, e esses sentidos ou estados, não transitam no medo; transitam na mais pura essência de ser quem já somos, alinhados com a perfeição cósmica do universo.

Que possamos viver esses estados naturais de vida sem medo, dos quais já são nossos estados intrinsicamente, temos apenas que enxergá-los e nos reconhecer merecedores, e um jeito pra isso é com a coragem de nossa criança amada e acolhida…

A Criança que habita em mim, saúda e reconhece a criança que habita em você.

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