FOI BEM DIFÍCIL ESSA PASSAGEM
Foi difícil sair da casa mágica da mamãe, não ter mais o suquinho feito por ela todas as manhãs me esperando, não ter mais o colinho quentinho da mamãe para qualquer dorzinha de barriga, não ter mais uma mini instituição financeira dentro de casa, não ter mais os remedinhos todos na hora pra qualquer doencinha que desse.
FOI BEM DIFÍCIL ESSA PASSAGEM…
Como assim, já virei “homem”?
Ninguém me avisou…. não houve ritual de passagem, não houve formatura, muito menos festa de despedida.
Foi de uma hora para outra que deixei de ser uma CRIANÇA MIMADA que morava com a mamãe para assumir e decidir ter autorresponsabilidade sobre meus atos e minha vida.
Essa ficha caiu quando comecei a pensar em realizar o trabalho sobre a criança interior, pois achava que já tinha acolhido a minha criança e estava tudo bem comigo; que as paradas doidas que aconteciam dentro de mim eram por outras questões.
GRANDE ILUSÃO
Sempre achei que nem precisava cuidar da minha criança interior, inicialmente nem sabia que tinha essa parte dentro de mim, e outra, essa fase de criança já tinha passado…
Não tinha razão pra ficar falando de criança interior pra lá e pra cá.
Mas no fundo sempre fui uma criança mimada e qualquer dorzinha corria para o colinho da mamãe, tudo tinha que ser do meu jeito, caso contrário, ficava batendo o pé e esperneando, ou, ficava de bico por dias.
O que me ajudou a tomar essa consciência foram três simples perguntas:
EU POSSUO ENERGIA E ENTUSIASMO SUFICIENTE PARA DESBRAVAR OS DESAFIOS QUE EU MESMO ME COLOCO?
EU ME VEJO COM AUTORRESPONSABILIDADE PARA ASSUMIR QUE NÃO PRECISO MAIS DOS MEUS PAIS PARA SOBREVIVER?
A MINHA AUTOCONFIANÇA E O MEU AMOR PRÓPRIO SÃO CONSCIENTES PARA SEGURAR QUALQUER ONDA QUE A VIDA ME PRESENTEAR ?
Quando eu respondi essas perguntas pra mim mesmo tomei um susto, vi que não tinha mais entusiasmo no coração, não tinha autorresponsabilidade, muito menos amor próprio e autoconfiança.
Não via mais o brilho das descobertas e que minha energia em desbravar os desafios tinha escoado não sei pra onde.
Depois do susto que durou um bom tempo, tomei algumas atitudes e uma delas foi exatamente olhar pra dentro e buscar dentro de mim mesmo as respostas, aos poucos elas foram desabrochando e uma delas foi exatamente olhar para minha criança interior, aquela que achava estar tudo bem…
Quando despertei e ativei essas habilidades, virtudes, estados internos em minha vida, olhando e trabalhando a minha criança interior, a minha frequência vibracional mudou e com isso tudo clareou ao meu redor, relacionamentos, área financeira, família, lado profissional, social, amoroso e a área mais importante de todas, eu comigo mesmo.
Deixei de ser o menino mimado da mamãe, deixei de ser a criança de 30 anos que qualquer dorzinha de barriga corria para o colinho da mamãe, deixei de ser um menininho mimado que se não fosse do meu jeito abria o bocão.
Tive que assumir e despertar a minha Autorresponsabilidade e percebi que tudo, absolutamente tudo era criação minha, e que eu me coloca exatamente nas circunstâncias que eu estava vivendo.
E o mais libertador desse trabalho que fiz com a minha criança interior foi que, iniciei grande parte da cura das minhas “feridas” de criança mimada e parei de ferir as pessoas que mais me amavam, comecei a adquirir energia para desbravar os desafios da vida como um aprendiz cheio de fome pelo novo e pelo desconhecido.
Esse trabalho com a minha criança continua e continuará pelo resto da vida, mas a partir do momento que iniciei esse olhar pra ela, me devolveu o brilho das descobertas e o ar quentinho na barriga quando aprendo algo novo e coloco em prática.
Me fez adquirir amor próprio, autoconfiança, mesmo sendo um trabalho infinito, consigo agora enxergar a beleza e a paz daquilo que tanto era distorcido em mim.
Continuo batendo muita cabeça, sendo ignorante em algumas circunstâncias e enfrentando todos os normais desafios da vida, porém, com um detalhe bem importante, sem dor e sem ferir ninguém a minha volta, com muito mais vitalidade, criatividade, autoconfiança e autorresponsabilidade para sambar e rir das peças que a vida me apresenta.
Ao me reconectar com a minha criança interior venho descobrindo e vivenciando muitos benefícios, sendo os principais muita paz e amor dentro de mim, independente das circunstâncias adversas que todos nós temos e que não são poucas, venho diminuindo aquela angústia que sentia na barriga me ferindo sem saber ao menos o motivo.
Acho que esses, se não forem os principais benefícios, é um dos principais.
Não há grana no mundo que compre a paz interior e o amor de nós por nós mesmos.
