Musse ou bolo? Ou musse e bolo?


Por que tantas pessoas adoram escrever assim: em frases estanques?

Para onde foi a fluência do texto corrido?

Das frases que têm ritmo.

Que se coadunam e formam algo que pode ter até sonoridade dentro de nossas cabeças?

Por que?

Por que não tentar escrever uma frase que liga na outra?

O que aconteceu com os parágrafos?

Aqueles formados por duas.

Três frases?

Desse jeito, com frases estanques, os textões viram textões enormes.

Mas textões que mais parecem musse.

Textos aerados pelo branco entre as frases.

Eu adoro musse.

Mas.

Adoro bolo também.

Quero mais texto bolo.

Menos texto musse.

Mas…

Ao mesmo tempo.

E se for uma tendência inexorável da comunicação?

E se os textos musse forem como o vídeo vertical?

É.

O vídeo vertical, que foi demonizado por tanto tempo.

Mas que foi sendo validado por apps como o Snapchat, por exemplo.

Musse ou bolo?

Alguém vai vencer?

Ou teremos uma coexistência pacífica?

Sei lá.

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