Alvorada

Cantos na alvorada,

um arrependimento latente no rosto,

um vazio desgostoso no peito.

Tu que acordas enquanto eu durmo,

Tu que vives enquanto eu, noturno,

Sobrevivo.

Eu deixei as pequenas cousas do mundo.

Arrastei-me ao meu ninho,

Para te dizer que também sonho.