Ana Maria Santoro
Aug 28, 2017 · 3 min read

Passei muitos anos a apenas um corredor de distância daquele homem. Mas a distância parecia intransponível. Sempre percebi o olhar safado dele em cima de mim, me devorando de longe. A cada olhar minha calcinha, encharcada, ficava perplexa pelo poder que aqueles momentos tinham em me deixar louca de tesão. Trocamos poucas palavras, mas a cada “bom dia” era como se ele me arrancasse as roupas com os olhos e me comesse visualmente. Ele ia e vinha, e a cada passagem entrava naquela salinha lateral. Ahhh, aquela salinha… A vista de todos, símbolo do poder e do fascínio que exercia em mim. Um belo dia eu seguia meus afazeres e atravessava o corredor como sempre. Como sempre passava pela salinha e espiava se haveria movimento ali. Se ele estaria ali. Normalmente eu via que sim, ou que não, e seguia minha vida.

Mas nesse caso uma mão me puxou para dentro de lá. Foi um susto, inicialmente. Totalmente inesperado. Segurou forte no meu braço e me fisgou, como um pescador exímio puxando sua presa. Me deixei pescar. O carretel ia se estreitando e entrelaçando em mim. A porta se fechou atrás e trancou-se. A sala apertada, somente uma mesa no centro. A respiração ofegante. Uma inundação de mel tomou conta da minha buceta. Será que as pessoas viram? As mãos agarraram na hora a calça jean dele, volumosa já com aquele pau duro igual pedra lá dentro. E queria ser comida lá mesmo. Eu sabia que seria.

Ele me virou com violência e me jogou sobre a mesa, de costas para cima. Uma calça jeans da minha parte teria sido minha proteção. Maldita saia que eu estava usando… Bendita saia…a calcinha cedeu imediatamente puxada para baixo por ele e imediatamente revelando minha buceta colada na mesa. Subiu minha saia e senti o frio da mesa. O móvel já estava úmido também com o meu molhado.. Sem delongas, o pau grosso e duro avançou em mim como um torpedo e enfiou na minha buceta quente. Ocupou tudo com força. Ele agarrou meus braços, jogou pra cima e me amarrou com algo que parecia um cadarço de tênis. O vaivém do pau mostrou destreza. Era tudo ao mesmo tempo. Os beijos na minha nuca, as mãos habilmente me amarrando. O pau enfiado em mim latejando e pedindo mais. Os gemidos eram mudos. Muita gente no corredor lá fora. Eu não tinha escolha, não tinha movimento, só tinha entrega absoluta ao desejo dele.

Tirou o pau e lambeu meu cuzinho até eu ficar louca. Era o preparativo para me comer do jeito mais vulgar, mais vil, ele me preparava para que eu fosse sua puta definitivamente. Uma porta proibida. Outra penetração. Um pouco de dor. A vontade de ser violada por aquele homem. O pau não parou até ocupar todo meu cu. A cada movimento, um tapa na minha bunda, que ia me deixando vermelha e com as marcas dele. Eu queria isso. Não havia dúvidas de que ele era meu dono eterno e que podia fazer o que bem entendesse comigo. A mesa tremia, o pau dele enfiado em mim, era a lança que simbolizava cada centímetro do corpo dele. Cada pedaço do seu tesão. Cada músculo duro concentrado sempre no mesmo propósito: tornar a mim sua puta, sua vadia adorada que se submeteria àquela vontade inexaurível. O jato veio forte, ocupou meu cu inteiro e vazou para toda a mesa. Aquela porra toda espalhada, dentro de mim, era o jeito dele marcar sua propriedade. Eu sabia que era tarde demais e que aquilo seria meu destino a partir de então.

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