Este é um texto sobre o amor

Um dia desses, li uma entrevista com a Paula Gicovate em que ela dizia que escrever sobre o amor era o que lhe mais tocava enquanto escritora. Aquilo, naquele momento, foi como ter a certeza que alguém, além de mim, também achava no amor o grande norte pra os seus textos, crônicas e elucubrações. Não sei se isso são as forças do universo ou da influência do meu mapa astral, como um pisciano nato que sou, seja pelos romances que li ou das comédias românticas que assisti na vida. Lembro de ter chorado copiosamente quando Macaulay Culkin morreu em My Girl e como meu coração bateu mais forte quando Harry beijou Gina em O Enigma do Príncipe. Você, caro leitor, pode e deve até estar rindo de mim nesse exato instante e achando tudo isso muito cafona. Devo concordar com você: é cafoníssimo. Porém, se eu escondesse isso, não seria eu. O eterno romântico que sou. Aquele que não cansa de ver a trilogia do amor do Linklater. Aquele que ouve o I Never Learn, da Lykke Li, toda vez que termina uma relação. Aquele pra quem acha que as músicas de amor são as que mais aproximam pessoas, independente de sexo, raça ou credo. Solteiro ou casado, namorando ou viúvo. Você já se apaixonou alguma vez na vida, disso eu tenho certeza. Já deve ter cantado Marília Mendonça na balada ou colocado o cd no repeat pra tocar. Escrever sobre o amor é estar vulnerável. É algo doloroso e difícil. Quem já não achou que nunca ia superar um fim. E de que ninguém ia te querer mais. Se você se sentiu contemplado com pelo menos um desses pontos, então você sabe como os amores vem e vão, paixões surgem e do nada, o desejo pelo outro aparece. Seja por uma noite, seja por uma temporada.