INSIGHT!

As crianças brincam na sala e a chuva que cai lá fora, chama-me à reflexão! Os carros passam em sua toada constante e distante, ouço a vida que ressoa e me inebria a alma.

Colho dos meus pensamentos, os eternos ideais de minha alma: como amar, crescer e ser melhor?

A provocação, mesmo sem ter essa finalidade propriamente dita, desperta em mim um gatilho, que lança no ser uma onda de busca incansável pela resolução das intenções.

Mas como a mudança não ocorre somente com ideias e sentimentos, a inquietude bate à porta a me dizer: “Levanta-te, busca o teu caminho! Vai! É de longe que serás luz! ”

A busca se inicia.

Ocorre o impulso inicial acompanhado de um sorriso, mesmo que íntimo, as dificuldades vêm, as dúvidas aparecem e a transformação começa a se fazer presente, livrando o ser da melancolia, provocando-o à evolução e ao caminho natural do aprendizado diário, repleto de momentos bons e outros nem tanto.

Importa agora, que se abram parênteses para se dizer categoricamente: a dor é boa, muito embora alguns pensem diferente.

A afirmação pode parecer uma contradição em si mesma, mas não é. Vamos pensar: se o objetivo de cada um é o crescimento, após a passagem da dor, virá a vitória e o consequente aprendizado, que não se encontra nos livros, nem mesmo nos bancos escolares, mas apenas, nos portfólios da vida, nos textos grafados na alma de cada ser.

Contudo, esclarece-se que não há aqui qualquer tipo de apologia ao sofrimento, até mesmo por não ser fácil passar por ele, mas apenas, a tentativa de compreensão e uma pueril reflexão, sobre a necessidade buscar forças para caminhar sempre!

Nos tempos atuais, sabe-se que a correria é constante e é considerada como algo positivo, necessário, porém, nunca, em momento conhecido da história, o Homem esteve tão só no meio da multidão.

Isso nos faz pensar mais ainda sobre a vida e acerca da maneira como a estamos vivendo.

É fato, que sofremos uma espécie de programação, às vezes já no ventre, que busca determinar como devemos agir e o que temos que ter e não ser, para sermos o estereótipo do sucesso e da felicidade.

Mas quem e com qual objetivo se faz isso?

Como ter um padrão genérico, se o ser é único?

Aliás, considerando-se esses padrões, eu jamais poderia usar meu velho par de tênis brancos, pois estão ultrapassados e já saíram de moda há duas gerações. Todavia, ninguém sabe onde eles já me levaram e os passos que registram de minha alma. Recuso-me a jogá-los fora.

Considerar o ser como melhor ou pior, apenas por estar dentro ou fora dos padrões, descaracteriza a própria Criação, coloca de lado mundos que têm absoluta condição de serem luz e torna o Homem apenas um número impessoal e substituível quando não for mais útil.

Por isso, não é difícil se concluir que ser diferente é fundamental, para que o mundo, agregando algumas forças e repelindo outras, aconteça e possa também evoluir, ascendendo a um patamar de Luz!

Ilha (SC), 03.XII.2015.

Alexandro Serratine da Paixão

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