Meu voto amanhã : Flávio Bolsonaro

No dia 15 de março do ano passado, na primeira grande manifestação pró-impeachment, encontrei Flávio casualmente na praia de Copacabana, tiramos a foto que você vê neste post e disse a ele: “Fala Prefeito!” Acredito que nem ele cogitasse nisso na época, mas a matéria-prima do meu trabalho nunca foi o óbvio.

Não conhecia Flávio pessoalmente, mas tinha uma intuição de que se tratava, antes de tudo, de uma pessoa de bem, alguém de caráter e que queria o melhor para o país. Com o tempo, o que era um palpite virou certeza, convicção e uma profunda e sincera admiração por alguém tão jovem, com uma carreira relativamente estável como deputado estadual (eleito sucessivamente desde os 21 anos como deputado estadual) e que teve a coragem de sair da zona de conforto do seu eleitorado cativo e entrar no grande palco da política da segunda maior cidade do país. Como disse o lendário general George S. Patton, “todos os homens sentem medo na guerra, o covarde é aquele que deixa o medo superar o senso de dever. E o senso de dever é a essência da maturidade.”

Em fevereiro deste ano, fui chamado pelo Bernardo Santoro, meu companheiro do Instituto Liberal, para um almoço com o Flávio e mais alguns nomes importantes do PSC. Ele começou o almoço dizendo: “você inventou essa história do Flávio ser prefeito ano passado na manifestação, lembra? Agora não tem jeito, você vai ter que ajudar”.

Em abril, comecei a participar da campanha, uma história intensa e que muito me orgulha por ter conhecido gente muito especial e engajada, mas acima de tudo e de todos, o próprio Flávio, sem dúvida uma das melhores pessoas que já conheci. Não há uma única pessoa que depois de conviver com ele não passe a gostar dele, sua alma pura, honesta e fraterna que em nada se parece com a caricatura que tentam criar dele.

Só quem conviveu com ele nesta campanha sabe das incríveis dificuldades que enfrentou desde que resolveu aceitar o desafio de se candidatar mesmo contra pessoas muito próximas, contra a absoluta falta de recursos financeiros, contra a falta de experiência em eleições majoritárias e contra os caciques tradicionais da política carioca. Ele sabia dos riscos e dos possíveis custos, sabia da força da máquina dos adversários, da má vontade e do preconceito da imprensa e da elite da cidade, mas o senso de dever foi mais forte e ele se jogou com tudo na disputa. Ele sentia que parte do eleitorado do Rio não se identificava com os candidatos já colocados e, principalmente, com a mensagem que a maioria deles passava ou os grupos políticos que representavam.

Ao ver a trajetória dele nesta campanha, não posso deixar de lembrar das palavras eternas de Steve Jobs em Stanford, no célebre discurso de formatura em 2005: “o tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas — isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário.” Flávio ouviu sua voz interior e “tudo mais” virou secundário.

Flávio pode ter 5 votos ou 5 milhões de votos, não importa, ele terá o meu. Sei que ele quer o melhor para a cidade e tem a bússola moral voltada para a direção correta. Flávio está pronto para lutar pela vida do cidadão carioca que não aguenta mais tanta violência, para mudar a relação da prefeitura com as empreiteiras e com as máfias do transporte. Ele vai olhar para nossas crianças como quem sabe que elas precisam de ensino e não de doutrinação para se tornarem cidadãos plenos, independentes e livres.

Flávio vai pegar uma cidade quebrada e tomar as decisões que tiverem que ser tomadas para sanear as contas, cortas gastos, regulações e impostos para que tenhamos uma cidade mais aberta e mais atrativa para o investidor, para o empreendedor e para quem quer trabalhar, gerar emprego e renda, inovar, servir à comunidade e aos consumidores, e ajudar a cidade a crescer. Ele é também um pequeno empresário e sabe na pele o que é empreender num dos países mais hostis ao livre mercado no mundo.

Respeito a opção de voto de todos e não estou aqui para fazer proselitismo, apenas divido com vocês um depoimento sincero sobre o candidato com quem tive o privilégio de conviver por alguns meses, que aprendi a respeitar como político e admirar como pessoa.

Nenhum político é perfeito e não se melhora a política negando a política, tentando aplicar a ela padrões irrealizáveis e que não condizem com a vida real. Quem está preso a utopias impossíveis pode perder a chance única de tentar fazer melhorias possíveis para si e para todos. A política é tão falha, volúvel, errática, contraditória e bipolar quanto a própria vida, por isso cabe a nós tomarmos decisões maduras, prudentes e inteligentes levando em conta a vida como ela é e não como utopias delirantes acham que deveria ser.

Ao escolher um candidato, lembre sempre das palavras eternas de Michael Oakeshott: “ser conservador é preferir o familiar ao desconhecido, preferir o experimentado ao não experimentado, o fato ao mistério, o real ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao demasiado abundante, o conveniente ao perfeito, um presente sorridente a uma felicidade utópica.” E é por isso que voto em alguém que eu conheço pessoalmente e sei quem é, o que pensa e o que está disposto a fazer.

Meu desejo é que você escolha seu candidato livremente e que tenha tanta certeza e fé no seu voto como eu tenho no meu de amanhã. Mudar o Brasil é um trabalho enorme e que está apenas começando.