Minhas primeiras impressões sobre a série Salvados

Nos últimos dias, tenho tentado assistir a alguns filmes e séries que me chamaram a atenção na Netflix. Hoje, assisti ao primeiro episódio da série Salvados, que reúne uma série de entrevistas abordando um único tema: transparência.

O gancho do episódio foi a tramitação da lei da transparência da Espanha, que foi o último país europeu com mais de 1 milhão de habitantes a implantar uma lei de transparência de governo e entidades públicas. A lei foi sancionado em dezembro de 2013. No Brasil, a lei foi sancionado em 2009.

O episódio que traz uma série de exemplos de aplicação das leis de transparência em diversos países me trouxeram alguns questionamentos. Mas antes de compartilhar com vocês essas angústias, vou dizer que os exemplos que vi foram sensacionais e, infelizmente, impensáveis por aqui.

Um site em que você avalia o atendimento dos médicos, dando notas e até fazendo comentários. Um site em que você pode buscar restaurantes onde foram encontrados ratos e acessar as datas das últimas fiscalizações. São muitos os exemplos ao redor do mundo.

No Brasil, vejo uma falta de compromisso com esse conceito de transparência. E infelizmente, essa falta de compromisso não se restringe ao Estado. Ela passa também pelas empresas privadas e pela própria imprensa que no mínimo deveria ter uma editoria específica para comentar e dar mais visibilidade aos gastos divulgados no portal da transparência.

Um dos entrevistados da série, é Julian Assange, do Wikileaks. Ele fala um pouco sobre transparência e traz uma reflexão:

As grandes corporações e os países ricos já possuem todos os dados que eles querem saber de uma pessoa. A única forma de equilibrar esse jogo é compartilhar essas informações com o outro lado, com o povo.

Bom, tirando pelo que vi no primeiro episódio, Salvados promete ser uma série que coloca na mesa reflexões importantes para o nosso futuro como sociedade.