Quando o seu primeiro pensamento de 2018 não passa de um deboche de você mesmo

Pois bem…

Já passam de 1h30 da madrugada e eu estou aqui, tentando colocar os pensamentos no papel, mas sem tentar organizar muito as ideias. É praticamente um “Freefall writing”. Todos os anos, antes, durante e logo após “a virada”, sou tomado por aquela empolgação que me dá forças para imaginar um ano novo muito melhor.

Essa empolgação me faz ter ideias para o trabalho, para a família e para a minha própria vida. Seja o retorno à prática de exercícios físicos, a busca por uma alimentação mais saudável, a leitura daquele livro que tem servido apenas como enfeite, ou qualquer outra amenidade da vida que ganha grandes proporções durante esse ritual de passagem.

Os dias passam e as metas vão sendo gradativamente esquecidas. As faltas na academia, os minutos a mais de sono que atrapalham o que poderia ser uma deliciosa corrida matinal, ou aquele delicioso brigadeiro que fecha com chave de ouro o almoço que até então, teria sido uma salada com pedaços de salmão.

E assim nós seguimos, ano após ano, tentando abraçar metas gigantescas. Bem distantes de nossa limitado capacidade de concentração por muito tempo.

Não posso dizer que tudo foi perdido, mas eu sei que poderia ter sido bem melhor.

Nas últimas semanas, enquanto escutava o audiolivro “Organizações Exponenciais”, aprendi uma lição que pode e deve ser trazida para a minha própria vida. Principalmente no que diz respeito a esse planejamento do ano novo. Trata-se de planejar ciclos menores, com metas mais claras, sem deixar a coisa muito solta. E se em 2018 eu conseguir me apropriar desse hábito, já vai ser um grande passo.

Para as grandes empresas a morte dos planos quinquenais já foi praticamente decretada. Será que ainda faz sentido pensarmos em metas pessoais para o ano novo?

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