Criação e manutenção de redes em Inteligência Competitiva

Recentemente eu palestrei na 14ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, abordando uma etapa pouco lembrada do ciclo de Inteligência: Redes e Reciprocidade.

Costumo dizer que trabalhamos em áreas de Inteligência, mas, na verdade, a inteligência é coletiva, então precisamos criar e manter relacionamentos para aproveitarmos ao máximo o capital social para uma empresa.

Há tempos dizemos que vivemos na era da informação, mas quando passaremos a usá-la coletivamente a favor das empresas?

O primeiro trabalho realizado por uma consultoria empresarial, como McKinsey, Bain e BCG é entrevistar pessoas chave, para extrair o máximo do conhecimento interno.

Não é necessário esperar a contratação destas consultorias para usar o conhecimento coletivo. Inteligência Competitiva tem a obrigação de construir essas redes, internas e externas.

Muitas das práticas de Inteligência Competitiva nasceram a partir do uso militar e o mapeamento de redes não é diferente. Inclusive, foi assim que o Saddam Hussein foi capturado. Após o mapeamento de 273 conexões, foi possível identificar quais eram as mais fortes, que poderiam ter informações privilegiadas.

Dentro de uma empresa, o processo de mapeamento de redes sociais ocorre da mesma forma, baseado na hierarquia formal. Através destes mapeamentos, conseguimos entender a influência e o conhecimento de cada pessoa dentro de cada área.

No exemplo acima, elaborado pela Harvard Business Review Brasil, vemos a influência que o Sebastião exerce sobre diversas pessoas, basicamente por conta do isolamento que a Estela criou acerca dela.

A partir deste mapeamento, Inteligência Competitiva poderá fazer entrevistas em profundidade com especialistas, com o objetivo de entender melhor um processo ou até planejar novos caminhos estratégicos.

Na palestra, eu exemplifiquei bem esse processo, apresentando 2 casos que participei — um de redes internas no Grupo Telefônica e outro de redes externas na Queiroz Galvão. Confira os casos nos slides abaixo.

Post originalmente publicado no meu antigo blog, em Maio/2013.

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