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O papel da tecnologia nas mudanças na sociedade.

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Como funcionam as mudanças impulsionadas pela tecnologia.

\n A tecnologia é a válvula de escape para que a nossa Sociedade consiga sobreviver ao aumento exponencial no número de habitantes.

\n Por tecnologia entenda todo o conhecimento da técnica que permite a Humanidade transformar a Natureza próxima a ela, seja ele o fogo, a imprensa, os computadores e outros.

\n Passamos de 1 para 7 bilhões de habitantes e precisávamos criar alternativas de organização da produção, necessário para manter toda essa gente.

\n A tecnologia permite que a gestão da espécie continue a ser feita.

\n As mudanças, impulsionadas por um tipo específico de tecnologia, uma que restabelece, refunda as relações entre os membros de uma determinada sociedade é a que gera as mudanças radiciais na Cultura.

\n Um exemplo é a invenção da prensa, que gerou um fluxo nunca antes visto de informação, através da reprodução de livros, gerando mais conhecimento nos primeiros anos do que foi criado em quase toda a História da Terra.

\n O que acontece agora com a digitalização e mobilidade é parecido, elevado a uma potência nunca vista.

\n A mudança cultural ocasionada por tecnologias radicais geram as mudanças que vemos hoje.

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A Ubertização na advocacia.”, “url” : “http://ift.tt/1QBlIFk" } // ]]> Vivemos imersos numa onda de Inovação Disruptiva que incomoda grandes e pequenas empresas, confunde instituições, mas também cria “novos modelos” que nada mais são do que adaptações, modernizações de velhas práticas.

A maioria dos gestores não entendeu que essa nova sociedade, criada por um nova cultura, não se sente representada pelos modelos estabelecidos e implora por novas ideias, realmente inovadoras. Precisa de mudanças profundas nas relações entre pessoas e empresas.

Em nosso caso, entre clientes e escritórios de advocacia.

Em minhas pesquisas encontrei este vídeo, que gostaria que vissem. Depois podemos começar a nossa reflexão:

O que achou?

O Heródoto Barbeiro fala de uma realidade americana, lá a BAR atua de maneira muito diferente da OAB, correto?

Mas, fora essas diferenças, existe algo em comum. E para entender precisamos entender duas questões:

O papel da tecnologia nas mudanças na sociedade.

Como funcionam as mudanças impulsionadas pela tecnologia.

A tecnologia é a válvula de escape para que a nossa Sociedade consiga sobreviver ao aumento exponencial no número de habitantes.

Por tecnologia entenda todo o conhecimento da técnica que permite a Humanidade transformar a Natureza próxima a ela, seja ele o fogo, a imprensa, os computadores e outros.

Passamos de 1 para 7 bilhões de habitantes e precisávamos criar alternativas de organização da produção, necessário para manter toda essa gente.

A tecnologia permite que a gestão da espécie continue a ser feita.

As mudanças, impulsionadas por um tipo específico de tecnologia, uma que restabelece, refunda as relações entre os membros de uma determinada sociedade é a que gera as mudanças radiciais na Cultura.

Um exemplo é a invenção da prensa, que gerou um fluxo nunca antes visto de informação, através da reprodução de livros, gerando mais conhecimento nos primeiros anos do que foi criado em quase toda a História da Terra.

O que acontece agora com a digitalização e mobilidade é parecido, elevado a uma potência nunca vista.

A mudança cultural ocasionada por tecnologias radicais geram as mudanças que vemos hoje.

A Ubertização na advocacia.

Qual a mudança que foi estabelecida pela “Ubertização”?

Para entender o modelo proposto por negócios como o Uber é preciso entender a diferença entre Gestão de Serviços e Curadoria de Serviços.

A maior mudança é que neste novo modelo a plataforma deixa de se responsabilizar pelo serviço e pelo produto que “entrega”.

Está é pré-condição para estabelecer este paradigma novo, a mudança do papel do responsável pelo serviço.

Resumidamente temos essa comparação:

Gestão de serviços

  • modelo antigo;
  • sem algoritmo;
  • detém o controle sobre o serviço ou produto, de ponta a ponta;
  • Tem a responsabilidade pelo serviço;
  • Exemplos: Airbnb, Mercado Livre e Youtube.

Curadoria de serviços

  • novo modelo;
  • com algoritmo;
  • uma nova cultura
  • não detém todo o controle sobre o serviço prestado ou produto vendido;
  • Faz a curadoria de vários fornecedores e os agrupa, via plataformas digitais, em um só lugar, com características comuns;
  • Responsabilidade pela supervisão da relação entre quem consome e quem fornece;
  • O controle forte fica em cima do fornecedor, com suporte de quem contrata.

No novo modelo de relação de contratação de serviços, proposto pelo pesquisador Carlos Nepomuceno, e usado como base teórica deste artigo, a plataforma tem a responsabilidade dividida com os consumidores.

É através da interação entre quem contrata e quem presta o serviço é que são geradas as avaliações que vão decidir quem permanece na plataforma ou não. Aqui entra o papel fundamental do algoritmo, que é o “conjunto das regras e procedimentos lógicos perfeitamente definidos que levam à solução de um problema em um número finito de etapas.“, ou seja, uma programação feita para tomar decisões.

Resumidamente, temos:

Quem faz gestão se responsabilização pelo serviço ou produto final.

Quem faz curadoria não.

A curadoria não se responsabiliza pelo produto final, mas ela precisa punir participantes da plataforma que são denunciados pelos seus usuários, se não ela passa a ser co-responsável. Além de destruir a reputação geral.

O suporte de uma algoritmo é fundamental nesse processo.

Artigo relacionado: Inovação na Advocacia.

O papel de uma nova Cultura impulsionando um novo mercado.

Em todos os aspectos de nossa sociedade vimos o surgimento de uma nova cultura, exigindo o controle sobre as decisões nas relações, seja de consumo, políticas, relacional e etc.

Pessoas de todas as idades compõe essa nova geração, aculturadas ou nativas. Todas querem restabelecer as relações de poder, principalmente de escolha.

A nova cultura vigente faz parte do dia-a-dia de um tipo novo de cliente.

Todos os prestadores de serviço, entre eles, os advogados vão começar a lidar com pessoas dessa geração, mais cedo ou mais tarde.

Então, eu lhe pergunto:

Como a sua Advocacia vai lidar com isso?

Talvez tenha chegado o momento de pensar nessas questões, não acha?

Enquanto reflete,

lhe convido para fazer um exercício de futurologia…

Imagine, implementado na Advocacia, um modelo de avaliação do serviço jurídico prestado, por parte dos clientes.

Tudo feito via algoritmos, programados para tomarem decisões de Gestão.

A decisão de qual profissional ganharia a conta dos melhores clientes seria baseada na sua reputação, construída pela avaliação de todos os seus clientes, e um sistema mostraria, durante a consulta de um novo cliente, quais os mais bem qualificados.

Um futuro distante, correto? Talvez nem tanto.

Na China já existem aplicativos que conectam clientes e advogados. Lá já existe uma espécie de “Uber jurídico”. Divididos em duas categorias diferentes de sites e aplicativos.

Existem os que são “lojas online”. Esses oferecem contratos pré-elaborados, principalmente para abertura de empresas.

A segunda pode ser chamada de serviços jurídicos online.

São sites e aplicativos que prestam, gratuitamente, serviços jurídicos a clientes que precisam encontrar advogados. Essas plataformas implementaram sistemas de consulta e avaliação dos advogados, semelhante ao que fazem os aplicativos como Uber, Airbnb e outros.

A avaliação automática é feita usando algoritmos que varrem um milhão de decisões judiciais por minuto, e calculam a taxa de causas ganhas de cada advogado.

O sistema informa que um advogado com uma “taxa de vitórias” de 80%, mas que só atua em casos relativamente simples pode não ser, necessariamente, melhor que outro com taxas de 50% mas que atua em processos mais complexos.

Mesmo que isso fique claro, a informação está posta, e são os usuários que vão decidir.

Um terceiro modelo, que não se enquadra nos padrões dos acima, é o de Assessoria Jurídica online.

Através da contratação do serviço, que é prestado via aplicativos, os clientes tem acesso a assessoria jurídica 24 horas por dia. Uma equipe de três advogados está a disposição, em tempo integral.

Voltando a nossa realidade…

No Brasil, o Código de Ética da OAB impõe restrições aos advogados, estabelecendo os limites éticos, da propaganda e da divulgação dos serviços jurídicos. Mas não impede o uso da criatividade, da inovação, dentro dos limites éticos.

O Advogado moderno pode e deve escolher as melhores ferramentas tecnológicas a sua disposição.

Pensar fora dos padrões, buscando prospectar, interagir e se conectar com seus clientes. Talvez seja o elemento necessário para tornar o seu escritório de advocacia mais forte e próspero.

Mas antes de finalizar, uma pergunta fica:

E se, num futuro distante, o modelo Uber chegasse à Advocacia Brasileira?

Aguardo seus pensamentos para continuarmos juntos.

Referências:
Qual é a responsabilidade do Uber em um acidente?
Plataforma Digital Participativa
Advogados chineses se inspiram na Uber para captar clientes

O post Ubertização na advocacia. Corremos esse risco? apareceu primeiro em PROMAD.

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