Sobre relacionar-se…

Bom dia!!!!
Dia fresco e gostoso em Santos!

“Por que nos relacionamos?
Por que temos essa grande necessidade de estar com outro alguém, não importando as vezes quem seja?

Estou refletindo faz tempo e mesmo depois de ter lido tanto, não encontrei uma resposta concisa e exata, então me aproximo do que acredito serem alguns motivos:

  • Através do outro podemos nos experienciar e receber de volta aquilo que somos. Mas, na maioria dos casos, não estamos preparados para nos vermos! Então, vivemos muitas vezes entre o amor e a raiva: amando o ser que vemos no outro e tendo raiva do ser que ele nos mostra que somos (uma dicotomia).
  • Relacionamentos onde um acredita que pode ferir, machucar o outro de propósito não deixa de ser uma relação doentia, mas o primeiro doente é aquele que não enxerga a própria enfermidade. O outro serve apenas de depósito de frustrações, sendo que muitas vezes é apenas um pedido de socorro às avessas (há que se ter sensibilidade para perceber).
  • Uma relação onde o bem estar de ambos é primordial e que o cuidado com o sentimento do outro é levado sempre em consideração, acima de tudo, demonstra ser uma relação saudável e promissora. As partes não competem com suas dores, mas ampliam seu amor, expandem o prazer de estarem juntas e se relacionarem com mais inteligência emocional (se divertem).
  • O outro é fonte rica de visões diferentes, experiências diversas, ter alguém do lado deveria ser motivo de comemoração, de encantamento, é uma extraordinária oportunidade de aprender coisas novas por outros olhos. Mas, quando não aceitamos o outro como ele é, o podamos de se expressar, tentamos transformá-lo em nossa cópia, tiramos toda a magia daquele encontro de almas. Muitas vezes por medo do desconhecido, perdemos lindas oportunidades de amadurecimentos mútuos (o medo no lugar do amor).
  • Lindo quando ao lado de alguém, este nos instiga a mostrar nosso melhor, que não nos reprime e nem se reprime, e que juntos crescemos dentro da relação, cada um do seu jeito, com sua personalidade. E que somando tudo que advém desse encontro, nos sentimos livres, para nos aceitar-nos e aceitar o outro em sua maior e máxima expressão.
  • Relacionamento só é bom mesmo, quando sabemos muito mais de nós, somos nossos cúmplices e mesmo tomando atalhos, desviando de estradas esburacadas, fazendo buracos nas estradas alheias, ainda assim, termos como o melhor parceiro nós mesmos. Se me dou bem comigo, me respeito e cuido de mim, saberei os limites do outro e enxergarei nele toda a beleza e potencial que ele carrega em si, que somente agregará à minha vida se eu me permitir ter essa experiência relacional. De forma plena e serena. Sem cobranças ou competições…
  • E por ai vai…”
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