O que foi queimado com o Museu Nacional? E o que mais precisamos queimar!
Dois de setembro de 2018. Mês da Proclamação da Independência. Ano do bicentenário do nascimento e do desaparecimento da mais antiga instituição de pesquisa brasileira, mantenedora de um enorme acervo de nossa memória enquanto nação que tenta se desenvolver.

Perdemos 20 milhões de itens de nossa herança ancestral. O prédio foi residência da Família Real. O que levou ao incêndio foi cultura ainda colonial que ainda reverbera dento de nós! Somos testemunha diariamente de dificuldades que são criadas para ‘vender’ facilidades, que as leis valem para os inimigos, pois os amigos podem tudo, que temos de ser ;amigos do rei’ para conseguir algo’, e tantas outras!
O que queimou nosso patrimônio foram os nosso valores ruins e a nossa cultura que prima por privilegiar interesses individuais em detrimento de interesses coletivos.
Esse incêndio é muito simbólico. Com tantos outros prédio públicos pelo Brasil e com tantos outros momentos para acontecer, o fogo lambeu nossa memória material, reduzindo a cinzas elementos que eram as nossas referências histórias. E isso acontece a poucos dias de uma eleição presidencial!
Esse incêndio acontece em pequenas proporções e todos os dias em todos os cantos do Brasil que não cuida de seu povo, de seu passado e de seu futuro! Essa perda de referência doe muito, mas é uma dor que deve servir para algo. E que esse fogo leve consigo um pouco de nossa hipocrisia que existem entre nós de aceitar essa herança colonial sempre que busca por benefícios para si.
