Nove de outubro.

O anseio do novo veio até mim às 17h de um domingo. Período do qual a preguiça toma conta da casa, e aquele passeio em que meu pai me ensinaria a dirigir é cancelado através de roncos vindos do sofá da sala.

Já tenho um site de poemas, empoeirado, com teias de aranha, mas ainda está lá; miúdo.

A tempos não escrevo algo novo, então não garanto nada comparado a Shelley ou Machado de Assis. Aliás, porque eu nunca tive essa habilidade. Mas ultimamente eu tenho mais enferrujada que o normal.

Sinto que devo isso a mim. Não estudei o ano inteiro, coisa que estava planejando no revellion, não me dei nada, não me acrescentei nada. Isso só me faz pensar o quão decepcionante sou.

O Vestibular é daqui a vinte dias e eu tenho dúvidas gramaticais estúpidas.

Mas eu não vou estudar. Eu nunca estudei. Nem sei como se faz isso.

Eu só estou me dando algo novo.

Algo onde eu posso contar as vantagens.

Algo onde eu posso contar minhas paixões.

Algo onde eu posso me analisar após desabafar com os dedos.