PEQUENA MENINA. GRANDE MULHER.
Ela me olhou com os olhos tristes sem vida.
Puxou minhas mãos e me fez sentar no sofá.
Ela tremia.
Quando abriu a boca, da mesma não saiu qualquer palavra.
Ela abriu a minha mão.
e nela possou a sua . . .
senti algo frio me tocar,
nossa aliança?
Ela me devolveu sem ao menos me dizer o porque.
Ela continuava a menina de sempre,
mesmos olhos,
mesmo toque,
mesmo sorriso enganador.
Ela partirá sem dar resquícios .
OQUE EU FIZ?
OQUE ELA QUER DE MIM?
PORRA, MARISA TINHA QUE SER ASSIM TÃO DE REPENTE?
Logo depois de meses,
descobri sua morte.
Marisa morrerá,
com um câncer maligno em seu celebro,
não tinha cura,
não tinha salvação.
Ela aceitou de braços abertos a foice no seu pescoço.
Morreu,
e ninguém soube.
O marido,
perdeu seu amor,
e agora morres de amor,
pois sua cicatriz será profunda,
e as marcas não vão passar,
pois marisa deixou um filho,
um filho que Marcos ira amar.