Idosos são o futuro do Brasil.

A velhice tarda mas não falha.

Os cabelos ficam brancos, a pele perde a elasticidade, os ossos tornam-se mais frágeis e a sensação de fragilidade cresce. Com maior expectativa e qualidade de vida, os idosos têm viajado mais, estudado, comprado e ocupado espaços públicos e virtuais. Entretanto, é comum presenciar a visão estereotipada dos idosos perante a sociedade, colocando-os suscetíveis à discriminação e negligência.

Com as costas arqueadas e se apoiando numa bengala, o pictograma (imagem que usa símbolos de fácil compreensão para representar objetos ou conceitos) ainda usado em muitas ocasiões, não representa mais o idoso contemporâneo. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), foi constatado que as pessoas com mais de 60 anos arcam com metade da despesa familiar em 53% dos domicílios brasileiros; 81% se declararam independentes para as tarefas cotidianas e 64% costumam viajar. Todos são consumidores ativos, traçando o novo perfil do idoso.

Em virtude da idade, os problemas de saúde e o valor dos planos hospitalares são maiores. Apesar de uma pequena parcela da população idosa estar em condições patológicas, esses precisam de atenção redobrada. O Mal de Alzheimer (problema degenerativo no cérebro), a presbiacusia (perda auditiva natural), a hipertensão e a diabetes, são doenças que apresentam índices cada vez maiores, e que, muitas vezes, são tratados com descaso pelo setor público, proporcionando tratamentos curtos e ineficazes.

Sabendo que, segundo o IBGE, o Brasil vai se tornar um páis de idosos daqui a quinze anos, fica clara a importância que a força de trabalho desses terá para uma previdência social bem sucedida. Se esses milhões de pessoas não tiverem o reconhecimento necessário para juntos se sentirem motivados a contribuir na sociedade, viveremos uma época onde os idosos não terão força psicológica para viver a última etapa da vida.

Precisamos repensar a valorização do idoso, proporcionando-os mais autoestima, respeito e reconhecimento intelectual. A saúde pública deve se preparar para atender a alta demanda de indivíduos enfermos, com a criação de setores específicos para idosos e investimento em alta tecnologia hospitalar. Nas clássicas organizações não governamentais precisamos de ajuda na denuncia à injustiça social e o abuso contra os direitos humanos do idoso. O futuro está cada vez mais próximo. Mudar alguns conceitos é essencial para juntos formarmos um país com uma sociedade adaptada ao amanhã.


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