Vivendo o que pregamos. (Design thinking de pai e filha)


Hoje falamos muito e ouvimos falar por todo lado em Design Thinking, Mvp, Lean Ux, Lean Startup e etc… Mas será que realmente pregamos em nosso dia a dia o que queremos evangelizar no trabalho?

Há alguns dias rolou um evento de dias dos pais na escola da minha filha e pude ver o quanto o estudo e leituras dessas tantas e tantas metodologias acabam nos influenciando no dia a dia, e não somente no trabalho.

Chegamos cedo e fomos recepcionados com músicas, e apresentações. Tudo bem normal para um evento escolar. No final das apresentações a Diretora anunciou que rolaria uma oficina de arte, pai junto com filhos e estipulou que tínhamos 20 minutos para lanchar e apenas 30 minutos para pensar, e construir um brinquedo feito com caixas de papelão, pai junto com filhos.

Ela foi bem enérgica ao prazo pois não poderíamos ficar mais que os 30 minutos, devido os alunos do outro período que chegariam e também teriam a mesma atividade.

Foi então que durante os 20 minutos do lanche, meio que de forma inconsciente comecei a pensar no projeto e como poderíamos fazer(entregar) algo mínimo viável para concluir a atividade.

Primeiro passo, definição da persona “Menina, 5 anos, gosta muito de brincar com bonecas, não tem muito contato com brinquedos eletrônicos ou coisas do tipo. Possui personalidade forte e gosta de coisas simples e fáceis de usar”.

Contexto, “Com prazo para construção apertado e limitadas ferramentas teríamos que pensar em uma solução que agregasse valor a ela e que pudéssemos finalizar com o tempo estipulado”.

Entrevista, “em uma breve conversa com minha filha, levantei o que ela mais precisava para suas bonecas ou para as brincadeiras do dia a dia”.

Fase de ideação “munido de informações sobre quais soluções agregariam mais valor para ela, realizamos um Zen Voting kkkk porém apenas ela tinha as bolinhas verdes rsss, então decidi focar no projeto Caminha de boneca”.

Prototipação “O protótipo desenhado mostrou que a solução era rápida e de fácil construção pela equipe e ao mesmo tempo agregaria muito valor para a usuária(minha filha)”.

Então iniciamos a construção do produto, conseguimos montar toda parte de dobraduras e ela testou antes de iniciarmos a pintura. Ela colaborou na pintura e concluímos nossa oficina de arte no tempo esperado. O produto foi enteque e ela gostou muito. “Deu até briga em casa com a outra irmã”.

Detalhe reparei que outros pais se aventuraram em construir coisas que agregavam mais valor ao próprio pai (o designer) do que ao usuário. E no final das contas a grande maioria não conseguiu finalizar seus projetos “Castelos… Ônibus de 2 andares… casa com vários quartos e etc…”

Observação “nossa entrega já está gerando até possíveis melhorias, segundo a minha filha ela precisa agora de uma gaveta embaixo da cama :/ ”.

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