União “Por Acaso”

“Eras aquela rapariga que eu só desejava a distância. Eras aquela rapariga que animava todos, mas só me provocava arrogância. Eras aquela rapariga que sorria para todos, mas que só me provocava da pior maneira. Trocávamos piadas secas uma para a outra, num modo de reconhecer a estupidez aguda de cada uma. Sorríamos uma para a outra, num modo de querer dizer ‘serás a última a sorrir e eu a última a rir’. Poderíamos ter vários “desentendimentos”, assim dizendo, mas foi o tempo que nos uniu.
Tudo que eu aprendi na vida, eu ensinei-te a lidar como tal. Tudo que eu já sabia, eu ensinei-te a lidar como tal. De tudo aquilo que o tempo nos entregou, nos fez realizar, nos fez viver e principalmente desgostar, só nós é que sabíamos ao certo como resolvê-lo, porque nos tínhamos uma à outra.
Poderia o tempo retirar tudo isso? Não!
Não enquanto eu ainda estiver por cá e obter forças para lutar contra tal feitiço maligno. Chama-me louca, mas és tu quem me ouve nas horas mais negras da minha vida. És tu quem me apoia, quando a cadeira se parte e fico sem forças para me segurar sob os meus dois pés. És tu quem me dá na cabeça quando mais ninguém o sabe fazer. És tu quem me provoca um “abre olhos” perante os meus problemas bem, ou mal sucedidos. És tu e só tu!
Belisca-me se estiver errada, mas acho que a minha vida não teria quaisquer sentido algum se tu me abandonasses, ou deixasses de permanecer presente na minha rotina quotidiana.
Chama-me de louca, qualquer coisa, o que tu quiseres, mas nunca me abandones.
És uma óptima amiga, daquelas que qualquer pessoa daria de tudo para obter. Daquelas que nem mesmo sendo paga, teriam o mesmo sentido. Daquelas que só existe uma e só uma nesta vida. Daquelas que, ou valorizas logo à primeira, ou nunca mais irás encontrar uma igual.
Sim, ou não?”