dezenove do seis

muitos meses se passaram e houveram tantas mudanças que hoje já perdi a completa noção delas. a certeza que fica é que a mudança foi gigantesca e irreversível. sai buscando o mundo, experiências diferenciadas achando que iria encontrar um eu extremamente capacitado para lidar com tudo. encontrei fragilidade, tristeza, medo e solidão. o preço disso foi talvez uma melhor noção do meu real tamanho, mas ainda assim um questionamento do real sentido/propósito das coisas e da vida no geral. aprendi desprendimento e percebi que a busca por satisfação depende mais de si próprio que qualquer mísero conforto. não há ingenuidade aqui em negar as necessidades básicas, mas sim a consciência e a valorização do necessário. é preciso se desprender e desaprender para assim renasces e construir algo por/para si. há uma beleza imensurável na quantia infinita de detalhes e situações que constroem um ser humano. e identificar essa beleza nos olhos de alguém é o que faz a vida valer a pena. não sei quais convicções permanecem. se permanecem. há um vazio inegável, um silêncio que conclui nada. não sabe o que é, o que pensa, muito menos quem é.

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