Meu maior inimigo.

(Antes, devo admitir que este desabafo veio de uma troca de emails da qual estou realizando com uma pessoa. hoje, terça-feira, 05–09, tem sido insuportável batalhar contra nada mais, nada menos que… Eu mesma.
Caro leitor, agradeço-lhe por ler meus relatos desconexos e tolos.)

Me sinto muito… Frágil. A sensação de sufocamento não me abandona. Quero gritar, chorar, espernear como uma criança só pra arrancar meu coração.

Me sinto absurdamente e imensuravelmente sozinha. Meus dias são completados por lágrimas grossas, quentes e soluços dos quais prontamente são tampados pelas minhas mãos trêmulas. Todos os dias. Mutilo-me em busca de conforto. Pesquiso novas maneiras de parar meu coração, seja cortando os pulsos novamente, enforcamento, pular de um andar ou viaduto, venenos, sedativos e overdoses, o que for… Vários caminhos que podem me levar ao que preciso: não mais sofrência.

Consigo, porém, ler, estudar, escrever por pequenos períodos dos dias, mas me alimentar é fora de cogitação. Vomito o que tem de ser vomitado por sentir culpa. Por ver minha imagem como uma mulher gorda, asquerosa, abandonada, feia, chata, substituível — mesmo que as pessoas me digam que já estou magra, ou o quão forte e incrível sou.

Peço-lhe perdão pela demora. Estou passando por essas crises e… E levantar tem sido difícil.

Minha cabeça dói tanto, logo atrás da nuca, e meu coração parece estar tão sufocado que, em meus sonhos, o que me vem são pesadelos intensos, dolorosos, afiados e sádicos o suficiente para me prenderem no tormento que carrego. Não vejo as cores com o brilho de antes. Corro — quando corro — como um suplício particular, carregada pelo fantasma que me insiste gritar ‘não há lugar para você aqui”.

Não há lugar para você aqui, não tem uma casa, as pessoas vão embora, você é pior que um lixo, afinal, existe a opção de reciclar e ninguém te quer.

Ele te deixou. Ele está com ela. Ele está feliz. Ele vai voltar e não precisa de alguém assim. Olhe pra si mesma, o quão patética que és. É por isso que te abandonou — cansou de sua loucura. É por isso que não mais te ama — como amar alguém tão baixo. É por isso que te machucou até onde não podia — você merece, oras.

E mesmo assim, perdoa. Mesmo assim, preocupa-se com quem não se importa -como sempre, uma mulher tola. Esse amor por tudo e todos vai te matar ou você mesma. Quando a hora chegar, terás de escolher.

Pancada da cabeça. Pancada do coração. Some, some, some, some!!!

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