partida.

1° dia sem ele: estranhei a ausência do apito irritante produzido pela janela de conversa do facebook. toda vez que me procuravam, meu coração saltava, esperando por ele.
2° dia sem ele: era difícil controlar a minha mente e meu coração — afinal, apenas dois dias sem falarmo-nos, não deveria doer tanto.
3°: dia sem ele: devagar, o buraquinho em meu peito ia aumentando. assim como minha insônia.
4° dia sem ele: a fome foi me abandonando, partindo sem aviso prévio, assim como ele.
5° dia sem ele: os olhos castanhos estavam em todo lugar. o buraquinho, bem, não mais era inho. 
10° dia sem ele: me faltava vontade de levantar. nossa casa, não mais parecia me querer e aquilo assustava, dilacerava.
15° dia sem ele: lembrei do som daquela risada gostosa, agarrei-me em uma das blusas largas que tanto usei — era tudo o que ele me deixou — e então, chorei.
20° dia sem ele: não conseguia achar o Sol carinhoso, e todo casal com suas mãos dadas me causavam pânico ao ponto de correr para casa e esconder embaixo das cobertas — essas ao menos, nunca me deixaram ou quebraram-me com palavras impiedosas.
25° dia sem ele: os dias chuvosos me despertavam o desejo imensurável do chocolate quente, quente como o corpo dele, como os lábios, os toques. eram dias difíceis e dolorosos, onde a cama e os gatos não pareciam suficiente em acalentar-me. 
30° dia sem ele: manter-me dopada não impedia do choro me dominar, como uma criança desesperada. sozinha, com amigos, em casa, nas ruas, nos bares. todos podiam ver meus pedaços e o quanto eu sentia sua falta.

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