O berro é o eco do surto enquanto eu não saio do mudo. Tenho que aprender a reconhecer, tenho que aprender a desconhecer o que há de bom no fundo saturado atrás do objeto desfocado na frente, retomar o foco do objeto em primeiro plano.

Vislumbrei doses cavalares de bruta paz, mas na busca jaz a brusca paz que a pedra traz. Improvisei, em uma lata, numa paisagem cinestésica imaginária, minutos de encaixe num mundo que cala o eco do surto. A cola é o berro, a pedra é o berro, o álcool é o berro; o berro é o eco do surto. Cadê o ouvido do mundo? Cadê todo mundo? Que mundo eu vislumbro? Avante é um fruto? Eu sou uma mente, eu sou neurônios, eu sou o que eu produzo ser agora; armadilha de mim mesma, maldade em crise, crise de abstinência.

O céu é o berro do eco, o berro é o eco do surto, enquanto eu não saio do mudo improviso na lata a brusca paz que o berro me traz, e assim jaz a bruta paz que o berro não traz. A cola é o berro, a pedra é o berro, a paz é o berro, o berro é o eco do surto.

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