Prefiro as memórias que eu crio

indiscriminadamente

na minha atmosfera imaginária.

Agora são oito e vinte, por exemplo,

e eu venho desde as sete recriando esse ato:

Um dia eu vou repousar sobre a tua pele,

pelas costas,

e submeter as minhas cordas vocais

a movimentos graves,

te revelando versos que costumavam estar

em greve.

Te amo, tormenta.

E o gosto do líquido destilado pelos teus poros

faz lembrar que a minha boca é

sedenta

pela água quente

que teu corpo emana

de dentro.