Eu prefiro

Eu prefiro o –profundo– silêncio
ao barulho das palavras que não precisam ser ditas. 
Eu prefiro a –dolorosa– solidão
ao incômodo das pessoas que não me são queridas. 
Eu prefiro a –distante– margem
à confusão dos caminhos onde todos correm os dias. 
Eu prefiro os –piores– pensamentos
à tortura do fingimento diário da necessária cortesia. 
Eu prefiro os –inquietantes– papéis
à intermitência das telas que nada dizem e nunca silenciam.