Olhando fotos antigas

Eu sempre tive uma mania, desde criança de pegar fotos antigas e ficar olhando por horas.


Pegava os álbuns de fotografia de meus avós e ficava folheando, olhando aquelas fotos em preto e branco, de uma época em que eu nem era nascida. Aquelas folhas pretas com as fotos coladas. Era muito divertido. Eu ficava imaginando como era viver naquela época. Perguntava aos meus avós e aos meus pais quem eram aquelas pessoas. Ver os meus avós ainda jovens e meus pais ainda crianças.

Fui uma pessoa de sorte, pois meu pai era fotógrafo. Sempre que viajávamos para algum lugar ou mesmo quando havia festa em nossa casa ele tirava fotos. Por isso tive o privilégio de ter toda uma vida registrada. Fotos de quando eu era ainda uma bebê, de quando eu estava banguela, ou quando eu tentei cortar o meu próprio cabelo e fiquei com uma franja ridícula. Momentos que guardo na memória não só por serem fatos marcantes, mas por eu sempre ter acesso a essas lembranças através das fotografias e isso fez com que de uma certa forma elas se fixassem na minha cabeça.

Com o tempo tomei gosto por tirar fotos e hoje se tornou inclusive um hobby. Tenho um arquivo enorme de fotos que tirei até hoje. E ontem quando fui mexer nos arquivos de fotos da minha HD fiquei novamente horas olhando. Eu vi que registrei cada momento de minha vida até agora. No caso, tenho registrado principalmente fotos de meu marido e de mim. Do início do nosso namoro, da primeira vez que viajamos, de quando decidimos morar juntos, de quando casamos e de quando nos mudamos para o Japão. E isso traz uma nostalgia incrível. É como se passasse um filme na minha cabeça dos momentos que passei naquela época.

Eu sinceramente não me vejo sem registrar a minha vida por meio de fotos. Acho que não conseguiria. Se tornou algo tão importante que mesmo que eu fique velhinha, continuarei com minha câmera fotográfica registrando cada momento, inclusive tirando foto de um louva-a-deus que parou na minha varanda.

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