O Monge e a Cerveja

Com a cámera fotográfica na mão, fui dar um giro pelo festival de cerveja de Sertã. Procurar imagens apenas, não sou fotógrafa. Não tenho estilo próprio (ainda) e isso não é um peso. Só queria encontrar peculiaridades que pudesse registar.
 No meio de alguns bêbados e equilibristas vejo um grupo de quatro monges, nos seus trajes de monge e com copos, que não eram agua, na mão. Pensei nos monges trapistas (claramente por causa da cerveja), mas isso seria um absurdo generalizado.

Com alguma vergonha de jornalista não formada, fui até lá. Eram falsos. Alegoria pura e simples para designar um grupo de amigos europeus que viajam pelo continente atras de cerveja. Sendo quatro, um era holandês, outro belga e dois outros ingleses.
 Mas como surgiu Sertã em vosso mapa? Ora, respondem, a cerveja sempre nos chama. Se há festa, estaremos lá.

No fundo, sempre atendemos a algum chamado, seguimos em frente ouvindo. A busca é nosso brilho no olhar. Se não há, hora de ouvir outras vozes.