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Apps de mensagens são o futuro do mobile marketing

Até 2019, apps como Facebook Messenger e Whatsapp devem atingir mais de 2 bilhões de usuários

por Priscilla Scurupa

O sucesso dos aplicativos de mensagens como Facebook Messenger, Kik, Snapchat, WeChat, Viber, Skype e Line é inegável. Segundo relatório divulgado pela eMarketer, empresa especializada em pesquisas sobre o mercado digital, juntos, eles contabilizavam mais de 1,4 bilhões de usuários em 2015.

Em 2019, a expectativa é que esse número cresça para 3 bilhões, quase o mesmo número de usuários presentes em redes sociais como Twitter e Facebook hoje. Mundialmente, isso significa que mais de 80% dos usuários de smartphones farão uso dessas ferramentas. Um mercado crescente e uma grande oportunidade para marcas distribuírem seus conteúdos de maneira inovadora.

Pesquisa consultoria Frank N. Magid Associates revela, por exemplo, que norte-americanos passam mais tempo em apps de chat do que em redes sociais. E estudo da GlobalWebIndex confirma que mais de um terço dos Millenials usam Whatsapp e Facebook Messenger, os dois apps mais populares do mercado.

A base desses usuários é composta em sua maioria por jovens de 13 a 24 anos, uma geração viciada em informação e imagens como GIFs e emojis, que busca cada vez mais dinamismo, flexibilidade e personalização nos meios em que se expressam.

Ainda que ad-free zones, os apps não estabelecem regras para proibir marcas de se relacionarem diretamente com seus consumidores por meio deles. No entanto, esse é um território ainda pouco explorado pelos profissionais de marketing digital.

A principal dificuldade é a coleta e avaliação de dados nessas plataformas. Sem mensurar resultados, as estratégias se tornam inviáveis. Além disso, cada uma delas têm um formato específico para imagens e tamanhos de arquivo, o que exigiria a elaboração de campanhas exclusivas.

De olho nessas necessidades, as gigantes de tecnologia já anunciam novas funcionalidades. O Facebook, por exemplo, divulgou recentemente que tem interesse em monetizar o Messenger por meio de anúncios.

No dia 17 de abril desse ano, a companhia, que também é proprietária do Whatsapp, confirmou em conferência mundial que tem desenvolvido chatbots para o app, softwares inteligentes que compreendem tudo o que você digita/fala e reagem respondendo a perguntas ou realizando tarefas. Entre elas, previsão do tempo, atualização de notícias, reserva de voos ou restaurantes, solicitação de corridas de táxi.

“Ninguém quer instalar um novo aplicativo para cada negócio ou serviço com o qual deseja interagir”, disse Mark Zuckerberg na ocasião. “Acreditamos que o ideal é que pessoas entrem em contato com empresas assim como entram em contato com seus amigos”.

E outras empresas de tecnologia devem fazer o mesmo muito em breve, o que pode facilitar o levantamento de dados valiosos sobre o que gostam, o que fazem e como reagem os consumidores nessa nova era do chamado conversational marketing, permitindo às marcas a elaboração de estratégias e experiências cada vez mais personalizadas.

“Os aplicativos de mensagens serão os novos browsers; e os bots serão os novos sites”, afirmou Ted Livingston, fundador do app Kik, que conta com mais de 275 milhões de usuários. “Esse é o começo de uma nova internet”.


Post publicado originalmente em aliensdesign.com.br/blog.