ALII?!?!?!

Ezequiel — Xuxa

Quando digo que vou no ALII, quando me emociono falando do que rola comigo em Batalha/AL, quando falo que não considero trabalho o que chamam de “seu trabalho” e quando descrevo a importância da livre interação para a aprendizagem, sempre recaem as seguintes perguntas pra responder: O que é o ALII? Como é que funciona?

Num dia desses, um amigo me pediu pra responder a primeira pergunta em 140 caracteres. Saiu isso: “É um ambiente onde amigos se encontram pra cocriar, co-investigar e curtir”. Eu gosto muito da descrição utilizada pelo grupo chamado “O Campo Virtual” (http://www.ocampovirtual.com/) que é uma das inspirações para o ALII. Eles se descrevem como “um ambiente composto por espaços físicos e virtuais que abriga um grupo de pessoas que atuam em rede e desenvolvem constantemente e ininterruptamente as culturas do comum, da colaboração, do compartilhamento, dos processos distribuídos e do paradigma da abundância”. Está descrição representa a ideia — sim, apenas a ideia — do ambiente que está em fase inicial de construção no IFAL, câmpus BATALHA. O ALII começou em outubro de 2015 para “ocupar” o tempo no contra turno escolar.

Mas, o que é cocriação e co-investigação? Explicando do jeito simples e em modo twitter: “são redes de pessoas interativas e COLAborativas que têm por objetivo criar e investigar”. Complexificando e utilizando um pouco dos textos dos grupos Redes e Escola-de-Redes — principalmente, a partir do curso INOVA.EDU (https://redes.org.br/inova-edu/) e do site Humana (http://humana.social/) — como referência, diria que, por enquanto, o ALII é a busca pela construção e desenvolvimento de um ambiente de livre aprendizagem que utiliza de duas tecnologias sociais denominadas Cocriação e Co-investigação para pessoas conectadas que procuram a interação sem bloqueios de fluxos. Esta rede distribuída de pessoas é uma solução para ensejar a criatividade e impulsionar a inovação na educação a partir da configuração de ambientes de aprendizagem — físicos, virtuais e, sobretudo, sociais — mais compatíveis com a emergente sociedade-em-rede.

E, como funciona o ALII? Por se tratar de um ambiente que não possui uma metodologia conducionista que obrigue as pessoas a percorrer passos determinados antes da interação, para entender o ALLI é fundamental compreender que trata-se mais de não-fazer do que de fazer. Assim, de acordo com o curso INOVA.EDU, as orientações fundamentais são: (1) Não organize salas de aula; (2) Não aloque nesses ambientes um professor para atuar como professor e, nem mesmo, um professor-orientador para atuar como professor-orientador; (3) Não separe um corpo docente de um corpo discente (o que significa que professores e pesquisadores serão sempre bem-vindos: como cocriadores e co-investigadores); (4) Não estabeleça temas obrigatórios para a criação ou para a investigação; (5) Não erija barreiras de entrada e saída; (6) Não estabeleça permissões diferenciadas de acesso aos espaços e às atividades baseadas em idade ou seriação (a não ser quando isso envolva questões de segurança); (7) Não permita que se instalem privilégios meritocráticos (do tipo quem sabe mais, pode mais; ou do tipo: quem tem um currículo mais “gordo” tem atributos regulatórios aumentativos sobre o ambiente em relação aos que têm um currículo mais “magro”); (8) Não imponha aos cocriadores e co-investigadores metas ou resultados esperados; (9) Não faça avaliações e seleções vinculadas à qualquer promoção, baseadas em testes, provas, trabalhos obrigatórios, concursos competitivos; e, (10) Não comande, não controle, não lidere e, por fim, não ensine.

Simples assim, mas quem disse que é fácil ser simples?

Os envolvidos entendem isso? Não sei, acredito que a maioria não. Sei que estamos todos aprendendo com tudo isso..

Mas, isso é assunto para um próximo texto.

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