Apegue-se, sim!
Hoje estamos na era do “pratique o desapego para ser feliz”. Onde quem demora mais para responder, é quem domina a relação. Ser frio e indiferente é fator primordial para despertar o interesse. Dizem que o apego traz toda a dor que podemos sentir (…)
Não entendo muito bem dessa história, talvez porque, quando gosto, sou dessas românticas que fala tudo o que sente. Falam que o apego só te torna alguém iludido, que você deve esquecer a paixão, as flores e aquela mensagem no dia seguinte.
Por que? Afinal, o que é a vida sem o romance? Sem o frio na barriga? Sem olhar por dias uma pessoa e imaginar como será o beijo dela? O que deve realmente fazer sofrer, é estar nesse mundo sem entregar-se a ele por completo.
Por completo sim! Não quero viver sem a felicidade de encontrar um novo amor, sem aquela ansiedade por aquele encontro especial, ou, até mesmo, sem a dor de um coração partido. Porque tudo isso faz com que me sinta uma pessoa viva!
Tudo isso faz parte da grande maravilha que é o ser humano, uma mente pensante, onde o corpo sente tudo o que está acontecendo ao seu redor, onde aquele arrepio e coração batendo forte, é sinal de que você está vivenciando algo intenso, nem que seja por aquele momento.
Quero poder falar quando eu quiser, quero poder chamar para sair, quero abraçar, dizer que gosto, e ter toda a liberdade de o fazer sem o julgamento de “iludida, vai quebrar a cara”. Que quebre, uma, duas ou dez vezes, e ame novamente. Estamos aqui para isso, apaixonar, desapaixonar, apaixonar, desapaixonar (…)
Seja amor, faça amor, dê amor, viva o amor. Você só tem a ganhar. Como já diria uma música daqueles quatro rapazes..
“and in the end the love you take is equal to the love you make”.