Imago

Das metamorfoses e borboletas

Hoje é domingo, nunca gostei muito desse dia, mesmo ainda sendo final de semana. É o pré-momento antes de um fim de descanso sem compromissos burocráticos da vida cotidiana como o trabalho, ou quando ainda estava no ensino médio ou na faculdade, mil compromissos e provas a seguir.

Hoje vejo esse dia com um olhar um pouco melhor, ainda sinto uma certa angústia e melancolia pela perda da liberdade ao final desse dia. Finais de semana deveriam ser maiores e alternados em quantidade, poderíamos por exemplo trabalhar numa semana 4 dias, 3 serem fins de semana, na outra trabalharmos 3 dias, sendo quatro fins de semana, daria pra organizar sim o nosso tempo de uma nova maneira…mas as demarcações do tempo ao que nós seres humanos nos acostumamos a pôr em horas no relógio se transformam, metamorfoseando no decorrer da evolução universal. Temos os momentos históricos e grandes épocas e eras que provam isso. Antigamente o trabalhador dedicava mais de que a metade do seu dia ao labor em fábricas, as vezes bem mais do que isso, nos dias de hoje infelizmente isso ainda existe, mas vou parar por aqui no que tange o tempo em horas e temas “trabalhistas”, importante é não temermos os nossos avanços com as garantias de lutas da democracia pelo povo. Não podemos delegar ao facismo o destino de uma nação. É preciso transformar mesmo!

Daí penso nos insetos…Risos!Como os detesto, simplesmente pavor de muitos deles, com exceção de algumas Esperanças e Louva-Deuses, bem de longe porque tem perninhas muito afiadas. Já as Borboletas me encantam, pelas cores, pelo voo, pela dança no ar e principalmente pelas fases que passam na vida: ovo, larva, pupa e imago (Adulto). Num casulo depois de uma vida a se rastejar, um tempo de maturação e surge aquela beleza colorida com asas, com voo.

Quando olho e penso na natureza, apesar de existirem seres indigestos e sangue-sugas como as pulgas, as muriçocas, os piolhos, os morcegos e muitos outros, vemos que temos uma infinidade de magias vistas a olho nu. Magias e transformações que é praticamente impossível não crermos em algo maior como Deus. Com todo respeito aos Ateus! E não é um Deus idealizado, machista, punidor, mas um Deus natural, um Deus natureza, o vento, o ar, a água, o fogo, o tempo, o interior das pessoas.

Creio nesse Deus, que transforma a energia do mundo num círculo de amor, de harmonia, de equilíbrio, de metamorfoses e borboletas para que saibamos lidar com esse tempo em que tomamos consciência de que existimos e que quando chegarmos a fase de Imagos não nos esqueçamos dos aprendizados das “substâncias” e significados de quando antes erámos ovo, larva e pupa.