Imagina que louco seguir o coração

Quando finalmente decidi que ia me entregar pro universo e pro que ele quisesse me mostrar, percebi que, olha, a gente não controla nada na vida. Nadinha. Talvez a cor da escova de dente e a marca da pasta de dente. Talvez entre pagar os boletos ou não. Mas em quase todo o resto, o nosso planejamento perde de goleada pro universo. É quase um 7 x 1.

Só que a gente tenta, o tempo todo, levar a razão até as últimas consequências. Porque, né, tudo na vida precisa fazer sentido. Então… nem sempre faz. O sem sentido é aquele ponto que a gente ignora muito: o nosso coração. E o coração é cheio de emoções, que na minha interpretação poética-imagética-unicórnica são ondas coloridas e aleatórias que ficam flutuando à nossa volta. Elas existem. Na verdade, nós somos elas. O tempo todo. Você ignora, mas elas não vão embora. Porque elas são você.

E o que a gente tem no coração é o que temos de melhor. Nós somos o que de melhor temos dentro da gente e quando ignoramos isso, perdemos várias oportunidades. A de sermos o melhor pros outros, a de mostrar o nosso melhor pros outros, a de sermos o melhor pra nós mesmos. A de vivermos intensamente todas essas cores de dentro da gente.

Nas últimas férias, quando fiz umas aulas de kitesurfe, eu tive um pensamento louco de que a gente, na vida, tá sempre fazendo kitesurfe. Porque você não controla a vida, você flui com ela, tenta lidar o tempo todo com as surpresas, as adversidades, e até com as coisas boas, torcendo pra que a vida seja suave com você.

No kitesurfe, a gente não controla o vento. Ele é incontrolável, ele só vai pra onde quiser e não pra onde a gente quer. O que precisamos fazer é lidar com ele, usar a vela e aprender a usar o vento a nosso favor. Só que até isso acontecer, você já levou mil tombaços e engoliu quase um oceano inteiro de água salgada. É só quando você desiste de controlar o vento e a vela, e deixa fluir, que tudo acontece. E acontece.

E na vida, é isso. Fluir. Se deixar levar, porque o universo é perfeito. Ele te leva até pra onde você não quer, mas no fim das contas, era ali mesmo que você precisava estar. É o fluir também das nossas emoções. Libertá-las da prisão que a gente mesmo impôs nesse mundo. É se deixar levar pela onda colorida e intensa, sentir cada emoção até a ponta dos dedos, como se elas preenchessem você do corpo à alma.

E aí, volto ao começo desse texto, porque quando finalmente entendi isso, o universo passou a me mandar mensagens. É quase um whatsapp de tão instantâneo. O universo visualiza e responde. E fiz uma combinação: sou suave com ele, e ele tem sido suave comigo. Eu sinto o meu coração na ponta dos meus dedos todos os dias. Às vezes, e acontece, nada do que eu queria ou tava esperando toma forma. Mas, até nesses momentos, o baile segue lindamente.

Imagina que louco fazer o que diz o coração. Uou.

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