O milagre depende dos olhos de quem vê

Acabei de ler um texto na Internet falando do tanto que o cérebro reage bem quando pensamos em gratidão, amor, empatia e coisas boas. A resposta cerebral é enviar mensagens de melhoria de vida para todas as células do corpo!!

Então resolvi unir a ciência com o meu livro preferido, do meu autor favorito — Milagrário Pessoal, do José Eduardo Agualusa. No livro, um dos protagonistas revela que tem um “milagrário pessoal”, uma espécie de diário em que ele relata um milagre acontecido durante o dia. Os milagres, de acordo com o personagem, acontecem a cada segundo; os melhores, diz ele, costumam ser discretos e os grandes são secretos. Ou seja, qualquer coisa boa tá valendo.

Mas coisa boa depende dos olhos de quem vê. Tem gente que não vê nada. Aí é aquilo bem auto-ajuda: o milagre é mais a forma como você resolve ver o mundo. É meio que “polyannar”, mas sem perder a perspectiva da realidade.

Uma das minhas promessas de Ano Novo foi deixar os milagres acontecerem mais vezes na minha vida, ou enxergar o bem no mundo de várias formas. Resolvi criar o desafio “300 Dias de Milagres”.

Ontem foi o primeiro dia do desafio. Então aconteceu algo inesperado, improvável, incrível e mágico. Já era o fim do dia, quando parei no semáforo e milhares de bolhinhas de sabão caíam do céu, DO NADA. Fiquei uns cinco segundos em estado de encantamento, até perceber que tinha um vendedor de bolhas de sabão ali. Mas, sabe como é, por cinco segundos foi uma das coisas mais incríveis que já aconteceram na minha vida. Juro.