Eu nunca fui tão feliz, mas também nunca fui tão triste.

Quando eu tinha dez anos de idade, achava que aos vinte e cinco teria um marido, dois filhos e casa própria. Aos quinze, achei que estaria caminhando à passos largos no campo profissional e, pelo menos, considerando a ideia de juntar as escovas de dentes com um namorado (também hipotético). Aos vinte, achei que em cinco anos estaria me estabelecendo na carreira, feliz profissionalmente e caçando o tão sonhado equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. Sabe o que eu nunca imaginei? Que, aos vinte e cinco anos, eu não teria um caminho definido para a minha vida.

Eu nunca sonhei que viveria (ou me permitiria viver) experiências tão fora da minha zona de conforto. Eu nunca achei que, com um quarto de século nas costas, ainda seria uma estaria formando quem eu sou. Mas, eu estou me criando e essa é uma experiência agridoce.

Nunca fui tão honesta comigo mesma, mas também nunca fui tão consciente dos problemas que me cercam. Nunca me permiti viver tantas experiências diferentes e aprender de pessoas com quem me relaciono, mas também nunca me senti tão deslocada. Como isso é possível?

Acredito que, quando desafiamos as imagens que criamos de nós mesmos e vamos entender quem nós somos de verdade, além dos rótulos e títulos que (achamos) que nos definem, descobrimos quem nós somos e passamos a viver aquilo que queremos viver, não aquilo que roteirizamos.

Assusta não ter certeza do caminho a frente, mas , talvez, os poetas e criadores de frases inspiradoras baratas para o Facebook estejam certos: O que vale é o caminho.