Contas na mesa. Um baseado. “O meu único fracasso está na tatuagem dos meus braços” — tocava a música- tu lavavas a louça, e meus fracassos eram outros. O sistema que mata, minha vulnerabilidade de mulher.
Teus olhos fixos imaginando o pior.
“Eu escolheria morrer…” — tu disseste.
“Eu viveria com isso… se conseguisse.” — pensei em voz alta.
A luz do sol iluminando a vida. O mundo é tão bonito. O mundo é tão cruel. O mundo é um paradoxo.
O dia seria lindo não fosse a miséria nas ruas, a miséria humana.
“ A vida, esse direito de estar no mundo”. E como todo direito, mais um, que nos pode ser tirado.
Eu acordei. Outro dia.
A vida, meu reflexo fugidio no espelho.