Analistas de facebook: O que são, onde vivem e o que comem. Hoje, no medium.

Aline Castro
Apr 14, 2017 · 3 min read

Aprendendo a ter paciência com quem sempre acha que tem razão.

Pelo menos nos últimos três/quatro anos, temos acompanhado uma conexão um tanto quanto indireta, mas ainda assim mais ativa do que antes, do brasileiro com a política. Desde criança percebi que eleições não passavam de ouvir os mesmos comprometimentos e projetos de sempre, através dos mesmos políticos de sempre, com as mesmas visões de sempre. E por incrível que pareça, aos sete ou oito anos era algo bacana para mim assistir Horário Eleitoral e ver tanta gente fazendo brincadeiras e frases de efeito um tanto quanto chulas para conquistar a atenção do eleitor.

Foi no ano de 2013 que tudo começou a mudar um pouco por aqui. As manifestações populares contra o aumento da tarifa em 20 centavos, que logo depois se tornaram em manifestações contra a Copa e contra os gastos públicos, são um marco para nossa história, e também um marco quando dizemos que o “gigante acordou”. Tenho cá minhas dúvidas — que explicarei logo a seguir.

Quando falamos de Redes Sociais, sabemos que o alcance de uma publicação é algo imensurável e que vai além do nosso círculo de amigos. Mais especificamente no Facebook, quando publicamos um artigo, um texto ou qualquer outra coisa do gênero, submetemos nossas ideias para que os outros também possam ter acesso; e quando essas pessoas acreditam no que leem, em sistema cíclico, passam para outras pessoas, que passam para outras e assim por diante. Mas o que acontece se a informação é errada? Ou mal interpretada? Ou fragmentada e incompleta? Geralmente nada. Porque a publicação já foi repassada tantas e tantas vezes que fica difícil consertar o erro, certo?

Infelizmente é isso que vem acontecendo com grande parte dos brasileiros no que concerne políticas nacionais e internacionais. Há de fato certo interesse, isso não se pode negar. Indubitavelmente, o brasileiro com tudo que aconteceu desde 2013 — manifestações, escândalos de corrupção, políticos presos, impeachment, etc — tem mantido seus olhos mais abertos para assuntos referentes à política. Mas me pergunto: Quão abertos esses olhos estão?

Estudar política não é algo que fazemos em 5 minutos acessando sites de notícias como UOL, Globo.com, Exame, Estadão e Folha de São Paulo. Sim, são fontes importantes para transmitir informações, mas é crucial ressaltar que essas informações na maioria das vezes não são neutras. As posições dos redatores e jornalistas são implícita ou explicitamente colocadas na matéria redigida, ao ponto de que quando temos acesso à tal conteúdo podemos ou não acreditar no que foi dito e nos dados que foram apresentados.

Defendo o seguinte ponto: Informação e Conhecimento são coisas totalmente diferentes. O que fazemos com a informação se torna conhecimento, mas este não chega à nós apenas pela manchete ou matéria tendenciosa. O conhecimento é adquirido através de densas pesquisas em fontes confiáveis e neutras e também nos meios de comunicação em massa, como a mídia informal. O conhecimento se faz presente quando lemos de tudo um pouco a fim de consolidar e solidificar uma posição e opinião própria. Propagar opiniões não é o mesmo que formar opiniões.

Ao compartilharmos ou dizermos algo sobre qualquer assunto, quer seja recente ou antigo, precisamos ter base para tal. Vemos nas mídias sociais hoje uma quantidade enorme de pessoas que falam muitas coisas mas sem qualidade, sem verdade e sem, realmente, conhecimento. E isso é algo que precisa ser mudado, pois precisamos ser uma nação que efetivamente se importa com o que acontece em nossa terra, e em outros Estados também. Para isso, devemos parar de querer opinar e saber sobre tudo, e focar-nos na capacitação intelectual que precisamos ter, e que o Brasil precisa ter.

Reitero o que continuo acreditando e sempre acreditarei: O primeiro passo para uma nação próspera é a educação. E isso, como todas as outras coisas pelas quais apetecemos, deve começar em nós.

Aline Castro

Written by

Estudante de Relações Internacionais, que costuma nadar contra a corrente e expor suas opiniões sem medo de ser feliz. Vamos evoluir juntos? | SP | 20

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