Eu deveria saber quem eu sou, depois que tanta água passou por baixo da minha ponte. Eu deveria saber quem eu quero ser, depois de tantas despedidas, de deixar o que não me fazia feliz. Depois de me perguntar se realmente abri mão. Foi uma decisão que eu não pude evitar ? Ou eu deveria saber que ela me esperava no fim do meu arco íris. Tudo o que brilha diretamente sobre nós pode nos cegar. Eu deveria saber que colocar todas as criaturas dentro desse pote de vidro seria uma amostra da crueldade disfarçada. Eu não posso ter uma criatura viva ou morta, carrega-la sobre mim, entre minhas bagagens sem ferir os princípios da vida. Eu deveria saber quem eu sou, quando não me importo. Eu deveria saber, quem eu quero ser quando abrir a palma da minha mão para tocar a sua.
