Explique-se menos.

As vezes acho que nascemos chorando pelo fato que, mesmo que em segundos de vida, sentimos de alguma forma que o mundo já está ali pronto pra te cobrar por mudanças e evoluções. 
Você nasce e pronto, os médicos e familiares já estão ali preocupados com você e te cobrando:
- Ei respire direitinho pequeno(a)!
- Seja bonzinho com seus pais!
- Faça isso, não faça aquilo! — Quando ainda você se quer tem noção do que aquelas palavras significam.

E assim crescemos cometendo um erro muito comum, que é nos condicionarmos com a estressante necessidade de planejarmos nossas vidas buscando o prazer dos outros (e, especialmente, de nossas famílias). 
- Ei quando você vai formar? Quando você vai casar? Quando vai ter filhos?
Quando isso, quando aquilo? E a tia chata está sempre lá pra te fazer perguntas tão piores quanto a piadinha do "é pavê ou pra comê" do seu tio na ceia de Natal.

Aprendamos a praticar a liberdade pessoal e a arte da assertividade. Deixar de dar explicações sobre tudo o que fazemos, afinal: quem te ama não precisa disso, de constantes e inúmeras explicações do que você quer, faz ou deixa de fazer, e quem te respeita entenderá suas escolhas.

É fácil falar mas, ainda tento chegar ao ponto de aplicar a seguinte regra na minha vida: faça as coisas em vez de falar sobre elas, porque quando as coisas são feitas, falam por si e não precisam de explicação.

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