To a alguns minutos olhando a sua foto salva no meu celular, isso me lembrou, de quando eu estava tirando carta e aprendendo a dirigir moto.

Meu instrutor da auto-escola era mais velho e consideravelmente mais maduro do que eu, ele me contava diversas histórias enquanto eu, ingênuo, aprendia a fazer o percurso de moto.

Uma vez ele me contou sobre os famosos “bailes dançantes” aquele termo brega que se refere as “festinhas” de antigamente. A boate caseira do pessoal mais velho.

Ele me dizia com certo desgosto que o pessoal de hoje em dia está se apaixonando muito fácil, e mencionava o método que ele utilizava antigamente.

Era assim: Primeiro você esperava uma música romântica tocar (só tocava música romântica) em algum destes bailes dançantes, logo após, você chamava a garota para dançar, aquela mesma garota que você devia estar (obrigatoriamente) encarando com algum olhar apaixonado por algum tempo.

Assim que a dita cuja aceitasse dançar, você devia então começar a conversar, e sussurrar bem baixinho em seu ouvido:

“Você é a fulana de tal, que trabalha em tal, almoça em tal, passa por tal e volta tal, né?”

Obviamente isso deveria surpreender a garota (ou assustar) e quando ela perguntasse: “Sim, sou eu! Como sabe?”

Você deveria, de um modo bem romântico, explicar:

“Eu trabalho em tal lugar, me chamo fulano de tal e todo dia eu fico observando quando você passa. As vezes eu tento memorizar sua aparência. Sabia que é a menina mais linda que eu já vi!?”

Pois é.

Fiquei surpreso quando ele me explicou sobre essa abordagem.

Realmente, até eu me apaixonaria assim!

Perguntei se a estratégia era ser um “perseguidor”. Ele disse que não. No fim pouco importava o que você havia feito, contanto que, você conseguisse dizer algo muito bonito para ela.

Lembrei disso tudo hoje de manhã,

E durante o dia todo tava pensando em algo bonito pra te dizer,

To a alguns minutos olhando sua foto salva no meu celular.

Acho que é a coisa mais bonitinha que eu consigo dizer por hoje.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Alison Jonatan Vasconcelos’s story.