Sobre Lula, a esquerda e a Venezuela
Há muitos do campo progressista e popular vem incomodando a Caravana da Esperança pela “ilustre” presença de sujeitos comprovadamente prejudiciais para o efetivo desenvolvimento econômico e humano do Brasil, ou seja, José Sarney e Renan Calheiros, com palavras de agradecimento por parte de Lula em suas direções.
Ora, qual a surpresa?
Neste momento Lula está sendo o cara mais honesto do país no contexto da qual ele está inserido. Ouso afirmar ser o único neste momento que está sendo sincero com o povo brasileiro.
Incomoda? Incomoda. Incomoda muito.
Não somente que ele esteja ao lado desses dois; mas também, sim, o conteúdo da fala. Pois a conclusão leva/ria sempre ao imponderável de almeida (nelson rodrigues).
Sem Sarney, institucionalmente o Governo Lula teria tido fim semelhante ao de Dilma Rousseff. Mas em 2005. Sem a possível efetivação minimante executada de seu projeto político que levaria a ditadura perfeita (vargas llosa) que se estabeleceu no país a partir de 2016.
Por que Lula deveria se indispor com esse sujeito? Para agradar aos padrões ético-políticos do campo progressista-popular bastante semelhantes à da burguesia?
Neste momento, Renan Calheiros está colocando o pau na mesa dos seus companheiros de crime — os inimigos do povo brasileiro — e informando, veja bem, informando que eles estão cometendo um crime.
Por que Lula deveria se indispor com esse sujeito? Para agradar aos padrões ético-políticos do campo progressista-popular bastante semelhantes à da burguesia?
Em que momento o campo progressista e popular conseguiu contribuir com este peso no espaço institucional e do status quo? Como faríamos isto, se não temos ocupado estes espaços com igual força para ajudar à ele ou Dilma?
Façam-me o favor… se o assunto prioritário neste momento para o país for este, estou mais preocupado com a Venezuela.
Cadê a esquerda imanada deste espirito nobre da burguesia em defesa do primeiro processo revolucionário-democrático-popular da America Latina que não foi preciso ser realizado através das armas?
Tá chamando de ditadura.
Acho que passou da hora de ajudar o inimigo. Sim, estamos em guerra. Uma guerra fria. A declaração do Governo Temer de privatizar as cinzas do que sobrou é uma declaração de Guerra contra a nação e o povo brasileiro. Preparem-se. Temos coisas mais importantes a tratar.
(p.s. para inicio de conversa, este post só irá considerar a possibilidade de não realizar alianças no espaço institucional desta república se esta mesma esquerda estiver disposta à pegar em armas, ou pior, voltar as bases).
