Você foi meu melhor erro!

Na vida, você vai conhecer pessoas que podem te prometer coisas, pessoas que vão prometer e cumprir, mais ainda há pessoas que acima disso, vão fazer você viver de verdade, sem pedir permissão ou sem aviso prévio.

Em outubro conheci uma pessoa, na verdade, ja há conhecia, mas não no sentido de convivência. Ela é linda, cabelos sedosos e cheirosos, pele branca, olhar apaixonante. Vou adiantar, ela era casada (Sim, era!). Com uma conversa bem bajuladora e carismática, acabei criando vínculos emocionais desde o início. O que era perdidamente errado pois eu também era comprometido, ela 10 anos de turbulento relacionamento, formada e praticamente pós graduada e eu tentando fechar o terceiro ano de administração, namorando a 5 anos e alguns dias. Trabalhávamos juntos, na mesma empresa. Tudo começou de forma simples e amigável, o dia a dia iria me trazendo cada vez mais para perto dela. E-mails, mensagens instantâneas. Até que tive a brilhante ideia de procurar ela no Facebook, conhecer a sua vida. Seus detalhes, seus medos, suas felicidades, momentos marcantes. Já parou para notar que a porra do Facebook+Instagram que entrega sua vida. É também além disso, faz aparecer que somos bem mais felizes do que realmente somos

Voltando a história… Então comecei a notar um comportamento diferente, da parte dela, e eu claro, balançado pelo jeito de andar e forma simpaticamente simples fui dando algumas investidas. Eu não julgo errado buscar o que faz bem. Para você entender o outro, precisa sair da zona de conforto pessoal e se incomodar com o que não está bem a sua volta. Conversa vai, conversa vem. Eu tomei coragem ( e audácia) de querer convidar a devida pessoa para um encontro casual. Ela em hora topou, meio receosa pela situação constrangedora que poderia formar. Mas aceitou, fizemos planos. Mal sabíamos que aquela conversa boba e aqueles encontro de olhares desconcertantes poderiam trazer algum muito maior. Eu não acreditava no tal do Amor, me encontrava vacinado e de coração lacrado. O que eu sentia e vivia com a minha namorada era alguma forma de preencher a vida, mesmo matando toda adolescência e parte da juventude. Eu aceitava.

O primeiro encontro aconteceu, como toda primeira vez de tudo na vida. Foi ótimo, mas foi era estranho e novo. Éramos fruto de relacionamentos incompletos. Prontamente ficou a dúvida no ar. vai ter a próxima vez, será que ela curtiu, será que eu não fui longe demais ou com pegada de menos.

Continuamos a conversar. Tido como dever cumprido e reparamos algo de diferente, ambos causaram boa impressão. Um local chamado “Nosso Lugar” foi o ambiente ideal para os encontros que eram quinzenais e passariam a ser semanais. Sim… aconteceu tudo rápido demais. Mal tínhamos tempo para se falar devido aos relacionamentos. Ela, viciada em séries, filmes românticos e chocolate branco com pedaços de biscoitos. Eu viciado em Fast Food, futebol, memes e séries policiais. Tudo era assunto, tudo era papo, uma simples imagem poderia dar horas e mais horas de assuntos aleatórios. Eu me sentia maravilhado e bobo ao ver que ela sabia decifrar minhas gírias e bobagens do Facebook.

Como disse no início, ela era linda e a silhueta dela me encantava. Mal sabia que ela era editada (Fica Sub entendido da maneira que você quiser, só eu e ela sabemos o que isso quer dizer), estava ficando tudo tão sério e próximo que na inocência deixávamos escapar um detalhe ou outro em público, o que era terminantemente proibido, pois havíamos combinado de não comentar o que acontecia entre a gente, sabe aquele papo que quem come quieto, almoça e janta, às vezes até toma café. Eu queria o café, a janta, almoço, lanche e até o intervalo da faculdade, se fosse com ela estava tudo bem. Certo final de semana, já avançado o tempo cerca de um mês depois, em uma de nossas conversas, na quase queda do meu celular, faço uma chamada para o telefone dela. Instantaneamente fico extasiado e preocupado com o erro que acabei de cometer. E o que eu mais temia, aconteceu. Uma série de problema e fatos culminará na separação dela. Eu me sentia horrível, um destruidor de lares. Mas ela, em meio aos destroços, me acalmava e sabendo que tive uma parcela de culpa, não deixava eu assumir a responsabilidade pelos fatos, era fato que há sempre a possibilidade do fim da relação, mas ninguém gosta de relações extraconjugais.

Sexo era incrível, inimaginável, não vá achando que é só sentimentalismo. Tínhamos descoberto uma casa, um outro espaço além do nosso lugar parar passar o tempo. Descobri que tinha paciência e disposição para ficar longe de TV e internet por horas e horas, desde que estivesse com ela. A primeira vez foi em uma noite quente. Um foi descobrindo o outro aos poucos, aquela noite passamos um nível diferente. Não era apenas lance passageiro. Tínhamos formas de conversar, gestos, carinhos e posições. Um gerava força para o outro no dia a dia. A gente é um casal completo. Não sabemos aonde vamos parar. Como dizia o poeta músico, […] futuro incerto, talvez correto[…], deixamos rolar e devido à separação, em certa noite me pego chateado com a vida, péssimo, faculdade não havia colaborado, a vida não colaborava comigo, alguns buscam as drogas, o álcool, cada um procura o que faz amenizar a dor, eu procurei ela. Ao chegar em casa ligo a ela, com lágrimas nos olhos e peço para ela vir me buscar. Ela veio, eu não acreditei, até hoje eu não acredito que ela veio e me levou. Me fez esquecer passado, futuro. Era só eu e ela. Aqueles filmes clichê que você só vê na madrugada de canal aberto.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated @F.’s story.