Foi um soco, um chute no estômago. Eu descobrindo tudo e transbordando em lágrimas patéticas, sabendo que não teria mais jeito, chorando mais ainda por isso.

“Isso” que é o nosso fim. E ninguém sabe ou vai perceber, sequer chorar esse luto comigo. Tudo bem, certas coisas só precisam acontecer/acabar dentro da gente.

É assim com o amor.

Sem muito alvoroço, porque eu não aguento tumultos. Já me bastam os internos.

Então o meu corpo é essa massa que se move frágil e lentamente pra não causar nenhum transtorno e sorri para a caixa do supermercado enquanto pensa que em algum lugar desse cilindro que é o tempo, em algum lugar de um buraco de minhoca eu vou me sentir pra sempre assim. E não só lá como aqui, agora, amanhã e depois: certas feridas não se curam.

E eu sei que existe nesse cilindro, nesse buraco de minhoca, o tempo em que eu acreditava e te amava te amava te amava tanto.

Não é divertido? Mesmo com o seu corpo estirado na minha frente e essa faca ensanguentada em minha mão, em algum lugar do tempo, eu ainda te amo.

Tanto.

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