Madura e bem resolvida, mas não.

Poderia estar te escrevendo um texto pleno e evoluído sobre o quanto eu te desejo tudo de bom ou um texto bonito sobre todas as coisas boas entre a gente. Juro de verdade que eu queria isso e estou tentando ser essa pessoa, madura e bem resolvida. Mas a verdade é que eu queria bater no seu peito com muita força, reclamar e depois chorar por tudo ter saído do meu controle. Eu sou libriana com nada em virgem, diga-se de passagem.

Eu não faço ideia de onde me perdi, isso é o que mais me irrita. Se foi no abraço, no bom dia ou nos detalhes da vida que eu nunca pedi pra saber. Eu nunca pedi pra saber dos seus planos pro ano, da sua programação no fim de semana, muito menos pedi satisfação do que aconteceu no carnaval. Mas também não reclamei né? Não pedi que parasse nem saí correndo, como fiz da primeira vez. Fui deixando rolar, como dizem os jovens.

Relutei, fui atrás, voltei. Mas quando me dei conta o estrago tava feito e eu sentia sua falta mais do que gostaria. Ansiava pelas perguntas, pelas respostas, pelo carinho e pelo sorriso. Viu só a situação? Pensei logo “puta que pariu eu to muito fudida aqui socorro deus” e eu não conseguia negar pra mim mesma o frio na barriga. Inferno de rosto bonito e ombro largo esse que tu tem. Desgraça de jeito impulsivo de fazer as coisas sem pensar e me pegar totalmente despreparada.

E é aqui que eu te culpo. Te culpo mesmo, não por não ter dado certo, e sim por ter feito eu perder o controle da situação, de mim, da gente. Por ter feito eu gostar do seu abraço, por ter feito eu arriscar, por encaixar sua boca tão bem na minha, por se preocupar, por saber todos os caminhos do meu corpo, por me cobrar o que você não pôde me dar e por saber os meus pontos fracos. Por sair correndo, como eu fiz da ultima vez.

E já faz tempo né? Eu te desejo tudo de bom e te peço por favor com a voz mais fofa que eu sou capaz de fazer, não volta de novo não. Que eu não vou saber negar.