Allan Dayvidson
Aug 27, 2017 · 1 min read

O POEMA QUE ESCREVI QUANDO DEVERIA ESTAR ESCREVENDO UM CONTO

O ilusionista embaralhando as cartas
Mais rápido do que a luz...
Um quiromante brincando com arcanos e acasos.
E nesse instante, o céu se move e os astros dançam sobre minha mandala...

O lápis traçando sobre a aspereza do papel,
Ou o som hesitante do teclado digitando...
E o universo se expande mais um pouco.

As mãos traçando as asperezas do meu corpo,
Ou som hesitante dos meus passos...
Os riscos que eu poderia estar correndo!
O conto que eu deveria estar contando!

Não "sou Howard Carter entrando na tumba de Tutancâmon"!

– E assim você finge saber exatamente o que o aguarda.

Meu velho álibi...

– É assustadora a vaga idéia de não haver realmente lições a aprender dos escombros.

Por favor, que haja!

– Você não deveria estar escrevendo outra coisa? Como quando criança que escrevia de ponta a cabeça...

– De certa forma ainda escreve... De ponta a cabeça.

Mas-... E se eu começar pelo meio dessa vez?

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