Mediunidades cotidianas

Uma médica está massageando o peito de um paciente cujo coração havia acabado de parar. Ela continua os esforços, mas diz para a equipe: “Vamos tentar mais quinze minutos, mas certamente ele não volta… (sussurrando) eu vi.”

Uma senhora, dona de casa, está à missa e vê um velho simples, sem roupas sacerdotais, subir ao altar e abrir a bíblia. Partilha com o filho:
- Você vê aquele senhor abrindo a bíblia?
- Não há ninguém ainda no altar, mãe…

Uma jovem empresária chega em casa cansada, deita no sofá, liga a televisão no canal da novela. A cadeira de balanço se balança. Janelas fechadas, porta fechada. Balançado insistente. A moça repreende: “Se quiser assistir, assista quieto!”.

Um rapaz está com a esposa em um quarto escuro em que ela espera para fazer um exame especial da cabeça. A mão dele formiga. Pede, então, emprestado uma caneta. Pega uma folha de papel qualquer e começa a escrever. Ao terminar: “Olha, amor, o que disseram pra gente!”. A moça mareja os olhos e devolve-lhe um beijo. A técnica responsável por realizar o exame solicita gentilmente que ele se retire da sala. Ele despede seus lábios na boca da esposa e vai reler a carta na sala de espera.

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