A progressividade experimental de Gentle Giant #01

Tenho a meta de ouvir um álbum por dia, e compartilhar para quem quiser experimentar novos sons.
O álbum que ouvi hoje é este, uma das melhores obras que já ouvi em toda minha vida. Simplesmente genial, uma obra-prima do rock progressivo/experimental. Quem curte o gênero certamente irá se amarrar. Quebra de ritmo, alternância de sonoridade em todas as músicas. Tudo muito inesperado, são muitos instrumentos, desde Vibrafone, Campana e Trompetes, até ossos de uma mandíbula de burro. Simplesmente absurdo e fascinante a quantidade de instrumentos que estes músicos dominam.
A perfeita sintonia no emaranhado de sons é digna de gênios. Juntam elementos de vários ritmos e culturas e transformam em uma sinfonia do rock progressivo. Particularmente gostei de Pantagruel’s Nativity, Acquiring The Taste e Wreck. Que são faixas que se destacam mais nesse álbum, pela força dos instrumentos usados, e como são usados.
Todas as músicas contem solos de guitarra inesperados e totalmente poderosos, que destoam da música em si, que podem gerar aquela sensação de arrepio. Vocais carregados e bem similares ao que podemos chamar de “vocal medieval”, afinal esse é um das influências da banda, em especial neste disco.
Um disco recomendadíssimo, e em minha singela opinião é merecedor de um dez, uma das poucas obras que atingem este ápice. Inovador para a época, e genial para a atualidade.