esse cigarro é quase tão fino quanto tuas pernas. olho elas de longe, que é de onde a gente sempre se olha ainda. todo mundo fala tanto e tão alto ao teu redor, queria ouvir tua voz também, mas não consigo. olhinho sorridente por trás dos óculos escuros. sorrisinho na xota. desculpa a sinceridade. dei meu isqueiro pra minha mãe quando parei de fumar, não tenho um fogo alegórico pra te oferecer só pra puxar assunto. queria mesmo era puxar esse cabelinho. sei lá. me sinto essas sapatinhas de quinze anos que ainda não sabem o que querem no meio desse flerte descabido.

tanta biblioteca vazia por esse campus e a gente aqui, fingindo se esnobar.