SEMANA CHUVOSA NO BRASIL

Áreas de instabilidade são observadas em grande parte da região central do Brasil nessa terça-feira. Assim, desde a madrugada há o registro de chuvas em diversos municípios do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Essas chuvas estão mantendo os solos com altos níveis de umidade, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de 2ª safra, como milho, que já há projeções/estimativas de produção superiores a 68 milhões de toneladas. Contudo, para o algodão essas chuvas não serão tão benéficas, já que há muitas lavouras já em estágio avançado de granação e, portanto, com os botões forais já abertos. E assim, essas chuvas poderão afetar a qualidade das plumas, bem como elevar os focos de doenças, acarretando o apodrecimento dos botões florais.

E esse tempo fechado e com chuvas a qualquer hora do dia irá permanecer inalterado ao longo de toda a semana, já que na quinta-feira, dia 18, uma nova frente fria estará avançando pelo sul do Brasil, provocando chuvas de moderada a forte intensidade sobre grande parte da região Sul e aos poucos esse sistema estará avançando pela região Sudeste, onde irá provocar novas pancadas de chuvas em grande parte das regiões produtoras do Sudeste e também do Centro-oeste. Essas novas pancadas de chuvas irão acarretar a paralisação momentânea dos trabalhos de colheita do café e da cana de açúcar. Não há risco para perdas nos índices de produtividade dessas culturas, mas poderão acarretar perdas no fator qualidade.

E esse tempo mais fechado e chuvoso mantém as temperaturas mais baixas em grande parte da região Centro-Sul. E após a passagem dessa frente fria, uma massa de ar polar estará avançando pelas região Sul e Sudeste, ocasionando o declínio acentuado das temperaturas, principalmente as mínimas. Onde muitos municípios poderão registrar temperaturas próximas dos 5°C entre as madrugadas de domingo (21) e terça-feira (23). O risco para formações de geada ainda é baixo, mas não se pode descartar a possibilidade de um frio um pouco mais extremo em regiões de alta altitude, como regiões serranas.

Fonte: Rural Clima — Marco Antonio dos Santos